Economia cresceu 2% em 2019, acima da meta do Governo

Economia cresceu no ano passado abaixo dos 2,4% registados em 2018, mas uma décima acima do esperado pelo Governo e em linha com o projectado por Bruxelas. Menor consumo privado e desaceleração das exportações explicam a evolução.

O crescimento da economia nacional desacelerou para 2% em 2019, mas acima das projeções do Governo, segundo a estimativa rápida divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística, esta sexta-feira.

No Orçamento do Estado para 2020, o Executivo manteve a projeção sobre o desempenho da economia nacional de 1,9% em 2019, tal como o Conselho de Finanças Públicas, o Fundo Monetário Internacional e a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento. Apenas a Comissão Europeia e o Banco de Portugal estavam mais otimistas, acreditando que a economia nacional tenha crescido 2% no ano passado.

O INE explica que a contribuir para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) quatro décimas abaixo do registado em 2018 esteve principalmente “o contributo positivo menos intenso da procura interna, refletindo o abrandamento do consumo privado”.

“A procura externa líquida apresentou um contributo ligeiramente menos negativo que em 2018, verificando-se uma desaceleração das exportações e das importações de bens e serviços”, indica o relatório do INE, cujos dados definitivos irá publicar a 28 de fevereiro.

Crescimento da economia acelerou no quarto trimestre

Na reta final do ano, o PIB registou uma expansão superior ao trimestre anterior. No quarto trimestre, a economia cresceu 2,2%, mais três décimas do que no trimestre anterior, impulsionado por uma recuperação das exportações e pela diminuição das importações.

“O contributo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB foi positivo no quarto trimestre, após ter sido negativo nos trimestres anteriores, observando-se uma aceleração das exportações de bens e serviços e uma desaceleração das Importações de bens e serviços”, explica o relatório do organismo de estatística.

Já o crescimento do consumo privado e do investimento desaceleram, refletindo-se num “contributo positivo menor” do que o registado entre julho e setembro.

Em cadeia, o PIB aumentou 0,6%, duas décimas acima do registado no trimestre anterior, já que “o contributo da procura externa líquida para a variação em cadeia do PIB passou de negativo a positivo no quarto trimestre, enquanto o contributo da procura interna foi negativo, após ter sido positivo”.

(Atualizado às 09h43)

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