Economia enfrenta “perturbação sem precedentes”, diz Banco de Espanha

O governador do banco central espanhol, Pablo Hernández de Cos, considera que ainda é “incerta” a intensidade desta crise.

Madrid, Espanha

O Banco da Espanha alertou esta sexta-feira para o facto de a economia estar a enfrentar “uma perturbação sem precedentes” devido à pandemia do novo coronavírus, apesar de ainda ser “incerta” a intensidade desta crise.

O governador do banco central espanhol considera que as medidas adotadas pelos governos para conter o vírus interromperam grave parte da atividade económica mas pede “maior ambição das políticas fiscais europeias comuns”.

Pablo Hernández de Cos acredita que as políticas públicas são cruciais para impedir que esta queda “transitória” da atividade económica se torne persistente e defende a possibilidade de reforçar os instrumentos comuns com um mecanismo para que os países partilhem os seus riscos orçamentais.

“Uma maior ambição e coordenação da resposta a nível europeu não é uma opção. É uma necessidade”, explicou, numa mensagem enviada pelo regulador bancário espanhol e divulgada pela agência noticiosa Efe.

O governando do Banco de Espanha aplaude ainda a “flexibilidade” do programa de compras lançado pelo Banco Central Europeu, porque acredita que vai ajudar a evitar uma maior deterioração das condições financeiras da zona euro, assegurando que os diversos setores têm acesso “condições favoráveis ​​de financiamento”.

O Ministério da Saúde de Espanha confirmou hoje um total de 19.980 casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus e 1.002 mortes.

Nas últimas 24 horas, Espanha registou 2.833 novos casos, um aumento de 16,5% em relação a quinta-feira, e mais 235 mortes. Na quinta-feira, o balanço de mortes no país era de 767, entre 17.147 infeções. O Centro de Alertas e Emergências de Saúde diz que 1.141 utentes estão internados em unidades de cuidados intensivos.

Os dados do Ministério da Saúde espanhol indicam que o maior número de casos da doença no país se regista na cidade de Madrid (7.165 infetados e 590 mortos).

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