Economia portuguesa cresceu 2,3% no segundo trimestre

Os dados do INE divulgados esta terça-feira revelam uma aceleração face ao primeiro trimestre do ano. O PIB cresceu 2,3% em termos homólogos nos entre abril e junho. Em cadeia, ou seja face ao aos primeiros três meses do ano, a expansão foi de 0,5%. Os valores ficaram ficaram no limiar inferior do intervalo das estimativas dos economistas.

Cristina Bernardo

O Produto Interno Bruto de Portugal expandiu 2,3%, em termos homólogos, no segundo trimestre do ano, de acordo com dados publicados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O valor representa uma aceleração face aos 2,1% registados no primeiro trimestre de 2018, mas fica no limiar inferior do intervalo das estimativas dos economistas.

“A procura interna registou um contributo mais positivo, em resultado da aceleração do consumo privado, enquanto o Investimento apresentou um crescimento menos acentuado, determinado em larga medida pela diminuição da Formação Bruta de Capital Fixo em Material Transporte, refletindo o efeito base da forte aceleração verificada no segundo trimestre de 2017”, afirmou o INE, em comunicado.

A variação trimestral, ou seja, em cadeia, foi de 0,5%, acrescentou.

“O contributo da procura externa líquida para a variação em cadeia do PIB foi ligeiramente menos negativo, refletindo a aceleração das Exportações de Bens e Serviços superior à das Importações de Bens e Serviços. Por sua vez, o contributo positivo da procura interna manteve-se inalterado no segundo trimestre”, explicou.

A média das estimativas dos cinco economistas consultados pelo Jornal Económico apontava para um crescimento homólogo de entre 2,43% e uma expansão em cadeia de 0,62%. O intervalo da estimativas era de 2,3%-2,5% em termos homólogos e 0,5%-0,8% em cadeia.

O principal risco assinalado pela maioria dos economistas consultados pelo JE é a escalada das tensões comerciais, referindo ainda como ameaças a incerteza política na zona euro (especialmente em Espanha, Alemanha e Itália), uma apreciação demasiado rápida do euro que condicione a competitividade, os efeitos da redução do caráter expansionista das políticas monetárias do Banco Central Europeu (BCE) nas yields da dívida portuguesa ou o Brexit.

Apesar dos fatores de incerteza, o consenso entre os economistas alinha com o do Governo, do Banco de Portugal, da Comissão Europeia e do Fundo Monetário Internacional. Todos apontam para que a economia portuguesa cresça 2,3% em 2018, sendo a OCDE mais conservadora, com uma projeção de 2,2%.

[Atualizada às 09h41]

Ler mais

Recomendadas

Despesa corrente em saúde aumentou em 2018 e 2019, diz o INE

De acordo com os resultados da Conta Satélite da Saúde do INE, na base 2016, o crescimento nominal da despesa corrente em saúde nesses anos foi superior ao do PIB mais 1,3 pontos percentuais (p.p.).

CP “empurra” para despedimento 120 trabalhadores dos bares dos comboios, acusa federação dos sindicatos

A Federação dos Sindicatos da Agricultura. Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo (FESAHT) alerta que os 120 trabalhadores dos bares dos comboios da CP estão em risco de “serem vítimas de um despedimento colectivo”. Tudo porque, diz FESAHT, a empresa mantém a recusa da reabertura do serviço de refeições dos bares dos comboios Alfa Pendular e Intercidades.

António Costa reúne-se hoje com homólogo holandês em Haia

O primeiro-ministro, António Costa, reúne-se hoje em Haia com o seu homólogo holandês, Mark Rutte, no quadro dos encontros bilaterais que tem mantido com outros líderes europeus antes do Conselho Europeu de sexta-feira e sábado em Bruxelas.
Comentários