EDP anuncia parceria com franceses da Engie para a energia eólica offshore

O anúncio foi feito pela empresa esta terça-feira, semanas depois da OPA da CTG sobre a EDP ter terminado sem sucesso. O objetivo é criar uma “líder mundial na energia eólica offshore” com 5 a 7 gigawatts em operação ou construção até 2025. A parceria deve estar operacional até ao final de 2019.

A EDP Energias de Portugal fechou uma parceria com os franceses da Engie para as energias renováveis. A parceria vai contemplar a área da energia eólica offshore, as centrais marítimas que produzem eletricidade a partir do vento.

“A EDP e a Engie unem forças para criar líder mundial na energia eólica offshore”, segundo comunicado da elétrica portuguesa esta terça-feira, 21 de maio.

O objetivo é que esta parceria esteja operacional até ao final de 2019, com a execução do projeto a estar “sujeita aos respetivos processos de aprovação social, corporativo, legal, regulatório e contratual”.

Este acordo contempla a criação de uma parceria “controlada em partes iguais (50/50) no segmento eólico offshore, fixo e flutuante. A nova entidade será o veículo exclusivo de investimento da EDP, através da sua subsidiária detida em 82,6%, EDPR, e da ENGIE para oportunidades eólicas offshore em todo o mundo e passará a ser um dos cinco maiores operadores de offshore a nível global na área, combinando a competência industrial e a capacidade de desenvolvimento das duas empresas”, anuncia a companhia presidida por António Mexia.

“Segundo os termos do Memorando de Entendimento, a EDPR e a ENGIE combinarão os seus ativos eólicos offshore e os projetos em desenvolvimento na recém-criada joint-venture, iniciando com um total de 1,5 gigawatts em construção e 4,0 gigawatts em desenvolvimento, com o objetivo de atingir os 5 a 7 gigawatts de projetos em operação ou construção e 5 a 10 gigawatts em desenvolvimento avançado até 2025”, segundo o comunicado enviado à CMVM pela EDP.

 

 

Ler mais
Relacionadas

Mexia: “Parceria da EDP com a Engie é uma medida natural no mercado”

O CEO da empresa portuguesa falou em Londres, na apresentação da parceria com a energética francesa. A ‘joint venture’ destina-se a criar líder de mercado no energia eólica ‘offshore’ e deve ser estabelecida até ao final do ano.

Centrais eólicas marítimas em crescimento até 2030

As centrais offshore europeias vão estar na rota do crescimento na próxima década. Os 16 gigawatts (GW) existentes no final de 2017 podem evoluir para quase 100 GW até 2030, segundo a previsão mais otimista da Wind Europe. Portugal deverá desenvolver 175 megawatts (MW) até 2030, com o Reino Unido, a Alemanha e a Holanda a liderarem este crescimento. Já a EDP Renováveis está atualmente a desenvolver projetos num total de 3.567 MW para entrarem em operação até 2022, em Portugal, França, Reino Unido e Estados Unidos.

EDP já contratou consultores para vender mais de 2 mil milhões em ativos

A empresa liderada por António Mexia acrescentou que o plano para a rotação de ativos num valor total superior a 4 mil milhões de euros também está a seguir o calendário previsto, recordando que a 23 de abril completou uma transação desse género, com um encaixe de 800 milhões de euros.
Recomendadas

BCP emite 450 milhões de dívida subordinada e paga 3,871%

A emissão, no montante de 450 milhões de euros, terá um prazo de 10,5 anos, com opção de reembolso antecipado pelo Millennium BCP no final de 5,5 anos, e uma taxa de juro de 3,871%, ao ano, durante os primeiros 5,5 anos.

Facebook suspende “dezenas de milhares” de aplicações por falhas na privacidade

A sua suspensão “não é necessariamente uma indicação de que as aplicações eram uma ameaça às pessoas”, ressalva a rede social.

TAP regista prejuízos de 120 milhões no primeiro semestre

Quebra nas receitas com o Brasil e aumento de custos de pessoal foram alguns dos motivos que geraram este resultado negativo.
Comentários