EDPs e Sonae Capital puxam pela Bolsa que fecha no verde

A bolsa nacional conseguiu prolongar a subida de ontem. Na Europa os bons resultados animaram os investidores. O Santander disparou 4,41% em Madrid e o BCP foi contagiado e subiu 0,79%.

Cristina Bernardo

O PSI-20 fechou nos 5.259,35 pontos a subir 0,31% em linha com as principais praças europeias.

A valorização do PSI-20 foi favorecida essencialmente por ações defensivas, como o grupo EDP. A EDP Renováveis disparou +2,44% para 11,76 euros; e a EDP ganhou +1,16% para 4,36 euros.

É de salientar que depois do mercado fechar a EDP Renováveis, anunciou que assegurou um Contract for Diference (CfD) de 20 anos, no leilão de energia eólica italiano, para a venda da energia eólica produzida por 3 parques com capacidade total de 109 MW. Os projetos eólicos deverão ter inicio das operações em 2021.

Destaque na Bolsa ainda para a subida de +2,62% da Sonae Capital, que fechou nos 0,783 euros.

As ações do BCP subiram +0,79% para 0,1908 euros. É legítimo associar esta subida ao contágio da banca espanhola. O Banco Santander disparou 4,41% para 3,71 euros depois de apresentar resultados.

O banco espanhol atingiu um resultado líquido de 2,78 mil milhões no 4.ºtrimestre, superando a estimativa mais otimista dos analistas que apontava para os 2,74 mil milhões. Ainda no trimestre o Santander atingiu uma margem financeira de 8,84 mil milhões, ficando ligeiramente abaixo do consenso esperado pelos analistas (8,87 mil milhões).

O analista do BPI salienta que o título do BCP tem demonstrado uma volatilidade superior à média.

A Ibersol, Jerónimo Martins, Mota-Engil, Ramada e Sonae lideraram as perdas.

A Ibersol recuou -1,15% para 8,60 euros; a Jerónimo Martins perdeu -0,74% para 15,53 euros; a Mota desceu -0,87% para 1,703 euros; a Ramada caiu -0,70% para 5,7 euros e a Sonae deslizou -0,64% para 0,8510 euros.

A Sonae SGPS irá reportar após o fecho as vendas preliminares relativas ao 4º trimestre de 2019. De acordo com o CaixaBank Research, as vendas durante este período deverão ter aumentado 5% face ao mesmo trimestre do ano anterior, atingindo os 1.760 milhões

As principais praças europeias fecharam em alta ligeira, depois dos bons resultados apresentados ontem pela Apple e Starbucks.

Apesar dos bons resultados reportados pela Apple, as ações tecnológicas europeias, algumas fornecedoras da empresa americana, terminaram sem grandes oscilações.

“No seio empresarial destaque para a subida do Santander, que apresentou bons resultados esta manhã, e para a reavaliação das transportadoras aéreas por parte da Berenberg”, revela o analista do BCP, Ramiro Loureiro.

“Já a pisar o vermelho encontra-se a KPN depois do Outlook para 2020 ter desapontado”, acrescenta o mesmo analista da Mtrader.

Na lista das empresas que apresentaram resultados está a francesa LVMH, cujas receitas trimestrais superam as previsões. As vendas do 4.ºtrimestre cresceram 11,5% em termos homólogos, para 15,27 mil milhões de euros e superaram os 15,11 mil milhões antecipados pelos analistas. Já as receitas orgânicas trimestrais cresceram 8%.

Na Europa  o EuroStoxx 50 fechou nos 3.736,4 pontos (+0,46%). Já IBEX 35 fechou nos 9.546,7 pontos (+0,66%); o DAX terminou a sessão nos 13.345 pontos (+0,16%); o CAC fechou nos 5.954,9 pontos (+0,49%) e o FTSE MIB avançou 0,57% para 24.164,7 pontos.

O FTSE 100 de Londres ganhou 0,04% para 7.483,57 pontos.

As bolsas europeias tiveram uma sessão menos volátil do que as anteriores, diz o BPI.

A earning season nos dois lados do Atlântico acabou por sobressair.

No que toca à earning season a farmacêutica suíça Novartis anunciou resultados aquém do previsto. Mesmo assim, a Novartis antecipa um crescimento dos resultados em 2020 e espera que o vírus que está a atingir a China não deve condicionar a cadeia de fornecimentos da empresa.

Nos mercados internacionais, a cotação do Brent supera os 60 dólares/barril (sobe 0,96% para 60,08 dólares) em virtude da Reuters ter informado que as instalações da Saudi Aramco na Arábia Saudita tinham sido atacadas por rebeldes Iemenitas, explica o BPI.

Em termos macroeconómicos, destaca-se a confiança dos consumidores na Alemanha que deve melhorar em fevereiro. O índice medido pelo GfK para fevereiro subiu de 9,6 para 9,9, quando o mercado antecipava uma estagnação.

No plano macroeconómico os investidores esperam pelas decisões da política monetária da Fed hoje às 19 horas.

As obrigações soberanas alemãs a 10 anos têm os juros em queda de 3,6 pontos base para -0,377%. A dívida portuguesa cai 2,6 pontos base para 0,313%; a dívida espanhola desce 1,5 pontos base para 0,30% e Itália vê os juros tombarem 7,9 pontos base para 0,953%.

O euro cai 0,18% para 1,1002 dólares.

 

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