Emmanuel Macron diz que manifestantes anti-vacina “perderam a cabeça”

Quem se opõe ao passaporte sanitário em França diz que as medidas do governo infringem as suas liberdades e que as vacinas não impediram um recente aumento nas infeções impulsionadas pela variante Delta, a mais contagiosa do novo coronavírus.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, criticou os manifestantes radicais anti-vacinas que se opõem ao seu esforço para aumentar a vacinação em todo o país.

“Não vou ceder à violência radical” dos protestantes, disse o governante francês em entrevista à revista “Paris Match”, citada pela agência Bloomberg. “A atitude deles é uma ameaça à democracia”, declarou o chefe de Estado gualês.

“Algumas dezenas de milhares de pessoas perderam a cabeça a tal ponto que são capazes de dizer que vivemos numa ditadura”, frisou Emmanuel Macron.

Os ativistas anti-vacinas defendem que as medidas do governo que tornam a vacina quase obrigatória para aqueles que desejam ter uma vida normal são opressivas, infringem as suas liberdades e que as vacinas não impediram um recente aumento nas infeções impulsionadas pela variante Delta, a mais contagiosa do vírus SARS-CoV-2.

Em resposta, o presidente francês acusou ainda alguns políticos, sem citar nomes, de serem muito brandos com este movimento.

Os comentários do governante francês surgem depois de um terceiro fim de semana consecutivo de manifestações nas principais cidades francesas contra o plano do governo de impor um passaporte de vacina para as pessoas poderem ter acesso a lugares como restaurantes, museus e comboios.

Houve repórteres que fizeram a cobertura jornalística das manifestações que foram fisicamente atacados pelos manifestantes, que também chegaram a invadir centros de vacinação, de acordo com os meios de comunicação locais.

Segundo dados do governo, dois terços dos franceses adultos já têm vacinação completa.

A França registou 26.829 novas infeções na terça-feira, cerca de mais cinco mil do que a média dos últimos sete dias, no entanto ainda muito abaixo do pico atingido este ano em abril com 84.999 casos de Covid-19. Houve em média 44 mortes diárias nos últimos sete dias.

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