Energia retira gás à bolsa de Lisboa. Europa também fecha em queda

As bolsas europeias encerram a sessão em baixa ligeira, com o índice nacional a liderar as perdas, castigado pela queda da EDP Renováveis, que viu uma casa de investimento cortar a recomendação, explica o analista de mercados do BCP. Ações da Galp recuaram mais de 1% em dia de resultados e o BCP também fechou a sessão com perdas.

Paulo Whitaker/Reuters

O PSI-20 liderou a quedas europeias ao fechar a sessão desta segunda-feira a cair 0,91% para 4.774,28 pontos. A Galp chegou a cair 4% durante a sessão mas acabou fechar a cair apenas 1,12% para 9,39 euros.

A Galp mostrou hoje contas e projeções. A petrolífera fechou 2020 com prejuízo de 42 milhões, o que o que compara com um lucro de 560 milhões de euros em 2019. Mas propõe um dividendo de 35 cêntimos. O fecho da refinaria de Matosinhos teve um impacto negativo de 200 milhões de euros nas contas.

O resultado líquido trimestral (4ºtrimestre) da Galp foi de três milhões de euros (o que compara com 157 milhões em igual trimestre de 2019). No conjunto de 2020 o EBITDA desceu 34% para 1,57 mil milhões de euros.

As maiores quedas acabaram por caber à EDP Renováveis que recuou 3,13% para 19,22 euros. Já a EDP perdeu 1,43% para 4,69 euros. A EDP Renováveis viu uma casa de investimento (o Commerzbank) cortar a recomendação.

A Pharol e ao BCP também caíram 1,74% e 1,52%, respetivamente. O banco apresenta contas esta quinta-feira e as ações fecharam a cotar 0,1227 euros.

Destaque ainda para a queda das ações da Semapa que está sob uma OPA da Sodim a 11,40 euros. A Semapa recuou 1,64% para 12,00 euros, ainda acima do preço da OPA. Várias opiniões de que o preço é baixo levam a que o mercado especule sobre uma subida de preço da oferta pública, mas as informações disponíveis vão no sentido de a Sodim não subir a parada.

Pela positiva destacaram-se as ações da Novabase (+2,08% para 3,93 euros); da Altri (+2,08% para 6,12 euros); da Ibersol (+1,54% para 5,26 euros); da NOS (+1,47% para 2,76 euros) e dos CTT (+1,43% para 2,49 euros).

As bolsas europeias fecharam em queda, com o índice Stoxx 600 a cair 0,36% e o EuroStoxx 50 a recuar 0,37% para 3.699,85 pontos.

O FTSE 100 perdeu 0,18% para 6.612,24 pontos; o CAC caiu 0,11% para 5.767,44 pontos; o DAX recuou 0,31% para 13.950 pontos; o FTSE MIB fechou em queda de 0,55% para 23.009,18 pontos e o IBES fechou a cair 0,48% para 8.112,2 pontos.

“No universo Stoxx600 o setor Viagens & Lazer liderou os ganhos, com a Carnival, TUI e IAG a valorizarem mais de 7%” refere a análise de Ramiro Loureiro, Analista de Mercados  do Millennium investment banking.

O analista explica que a trazer algum ânimo no combate à pandemia, estão as declarações das autoridades israelitas que afirmaram que a vacina da Pfizer/BioNTech foi 99% eficaz na prevenção de mortes por Covid-19.

No plano macroeconómico foi revelado que o clima empresarial na Alemanha terá melhorado no mês de fevereiro. No Reino Unido Boris Johnson deverá anunciar a reabertura das escolas a partir de 8 de março, devendo levantar nos próximos meses os bloqueios impostos para travar a evolução da pandemia.

Em Portugal, as estatísticas de Emprego do IEFP, revelam que durante o mês de janeiro de 2021, inscreveram-se nos Centros de Emprego 49.238 pessoas, o que representa uma variação homóloga de -4,8% e uma variação mensal de 7,7%.

Nos EUA destaque para as declarações da Secretária do Tesouro norte-americano, Janet Yellen, depois de afirmar que o Presidente Joe Biden favorece o aumento de impostos sobre as empresas e que sinalizou abertura para considerar um aumento das taxas sobre ganhos de capital, enquanto evita um imposto sobre a riqueza.

O petróleo Brent dispara 2,58% para 64,53 dólares.

O euro sobe 0,33% para 1,2159 dólares.

No mercado de dívida pública, a dívida alemã a 10 anos cai 3,3 pontos base para uma yield de -0,34%. Portugal também tem os juros em queda, de 3,31 pontos base para 0,22%. Espanha recua 2,92 pontos base para 0,32% e Itália vê os juros caírem 2,61 pontos base para 0,60%.

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