ENSE desconhece casos de troca de combustível

O porta-voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas, Pedro Pardal Henriques, disse na terça-feira que se registaram três situações de troca de combustível em descargas feitas por militares das Forças Armadas e da GNR.

A Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE) não tem conhecimento de casos de troca de combustível alegadamente efetuada por elementos das Forças Armadas ou de segurança, disse esta quarta-feira, à agência Lusa, fonte do Ministério do Ambiente.

“A ENSE não tem conhecimento de qualquer caso anómalo de troca de combustível alegadamente efetuada na descarga nos postos de abastecimento por parte das Forças Armadas ou de segurança”, afirmou a fonte do Ministério do Ambiente, esclarecendo que estas autoridades são apenas responsáveis pelo transporte do combustível.

O porta-voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pedro Pardal Henriques, disse na terça-feira que se registaram três situações de troca de combustível em descargas feitas por militares das Forças Armadas e da GNR.

Em declarações à agência Lusa, Pardal Henriques referiu a existência de contaminações em postos de abastecimento em Sesimbra, Peniche e Nazaré devido à troca de combustível em tanques.

A fonte do Ministério do Ambiente e da Transição Energética reiterou que “as Forças Armadas e de segurança são apenas responsáveis pelo transporte do combustível” e “são apenas condutores de veículos pesados e não têm qualquer contacto com o combustível”.

“Nos centros de onde saem o combustível são as equipas desses centros que abastecem os veículos pesados. Nos postos para onde esse combustível se dirige a descarga é feita por pessoas responsáveis por essas tarefas nesses postos”, esclareceu, considerando que a afirmação do sindicato “não faz qualquer sentido”, porque os militares que conduzem aqueles veículos pesados “não têm qualquer contacto com o combustível”.

A Entidade Nacional para o Sector Energético, E.P.E. “é uma entidade pública empresarial, que assume funções de ECA – Entidade Central de Armazenagem nacional, responsável em Portugal pela aquisição, manutenção, gestão e mobilização das reservas de petróleo bruto e de produtos de petróleo nacionais, garantindo que as reservas estratégicas e de emergência estão permanentemente à disposição do membro do Governo que tutela a área da energia, em caso de catástrofe natural, ou em caso de constrangimentos que obstem ao regular funcionamento do mercado de combustíveis”, segundo o ‘site’ da ENSE.

Os motoristas de matérias perigosas e de mercadorias cumpriram na terça-feira o segundo dia de uma greve por tempo indeterminado, que levou o Governo a decretar a requisição civil, alegando incumprimento dos serviços mínimos.

Portugal está, desde sábado e até às 23:59 de 21 de agosto, em situação de crise energética, decretada pelo Governo devido a esta paralisação, o que levou à constituição de uma Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA), com 54 postos prioritários e 320 de acesso público.

A greve foi convocada pelo SNMMP e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias para reivindicar junto da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) o cumprimento do acordo assinado em maio, que prevê uma progressão salarial.

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