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Erros alimentares podem matar mais do que o tabaco em Portugal até 2030, estima estudo internacional

Os dados constam do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável 2022 e 2030, tornado público este domingo e justificam a meta definida pela Direção-Geral da Saúde no sentido de reduzir até 2027 de pelo menos 10% do teor de sal e 20% no teor de açúcar nos alimentos que mais contribuem para a ingestão de sal e açúcar na população portuguesa.
16 Outubro 2022, 09h51

Os erros alimentares e o excesso de peso e obesidade irão ultrapassar o tabaco como fator de risco que mais contribuem para a mortalidade em Portugal, de acordo com as projeções do Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME) para o total de óbitos projetados para 2030.

Explica o IHME, um centro de investigação global dedicado à saúde inserido na Universidade de Washington e fundado por Bill e Melinda Gates, que “a percentagem atribuível a erros alimentares será de 13,84% e atribuível ao excesso de peso e obesidade será de 11,99%, ultrapassando o tabagismo cuja percentagem projetada de óbitos atribuível será de 11,07%”.

Os dados constam do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável 2022 e 2030 (PNPAS 2022-2030), tornado público este domingo e justificam a meta definida pela Direção-Geral da Saúde no sentido de reduzir até 2027 de pelo menos 10% do teor de sal e 20% no teor de açúcar nos alimentos que mais contribuem para a ingestão de sal e açúcar na população portuguesa.

“Para fazer face a este cenário, o PNPAS 2022-2030 pretende dar continuidade ao trabalho iniciado no ano de 2012, promovendo a saúde da população, prevenindo e controlando todas as formas de malnutrição (alimentação inadequada, desnutrição, ingestão inadequada de vitaminas e minerais, pré-obesidade e obesidade). Para o efeito, prevê um conjunto concertado e integrado de ações, ao nível dos ambientes alimentares, a nível individual e a nível dos cuidados de saúde”, destaca a DGS.

 

 

 

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