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Incêndios: A história trágica dos rivais na política, mas amigos na vida

Marcelo contou hoje a história de solidariedade entre dois políticos rivais numa aldeia afligida pelos incêndios e que resultou na primeira morte dos incêndios deste verão.
19 Agosto 2025, 18h32

Eram dois políticos rivais na mesma aldeia, mas a sua amizade ultrapassava rivalidades políticas em prol do bem de Vila Franca do Deão, concelho da Guarda.

Carlos Dâmaso foi a primeira vítima mortal dos incêndios florestais do verão de 2025 em Portugal. O ex-presidente da junta de freguesia da aldeia foi hoje a enterrar, e o Presidente da República recordou a sua vida.

“Os portugueses são solidários e houve um episódio tradutor desta marca portuguesa”, começou por dizer hoje Marcelo Rebelo de Sousa numa visita à Autoeuropa, horas antes de ir ao funeral de Carlos Dâmaso.

Esta aldeia tem uma peculiaridade: a eleição do presidente da junta é feita longe das urnas, um caso raro em Portugal. Nesse processo, ocorre uma reunião com os habitantes da aldeia, onde os candidatos são ouvidos e, em seguida, elegem o presidente.

“Há 4 anos, o presidente incumbente foi derrotado e substituído pelo atual. Este ano, ambos eram candidatos ao cargo – e eram vizinhos e amigos. O atual presidente emprestou o seu trator ao antigo presidente e candidato para combater as chamas e defender a sua terra e vacas”, contou Marcelo esta terça-feira.

“Foi ao serviço dessa missão que o antigo presidente morreu: salvando a aldeia das chamas, mas salvando os bens do que tinha vencido nas eleições, com o trator do atual presidente da junta”, acrescentou.

“Este é um exemplo extremo de solidariedade entre portugueses”, defendeu, usando este exemplo para recordar que o caso de sucesso da Autoeuropa deve-se à “força da solidariedade entre Portugal e a Alemanha”, rematou o Presidente.

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