A Eslováquia vai avançar com uma ação judicial para contestar a decisão da União Europeia, adotada por maioria qualificada, de proibir as importações de gás natural russo, disse o primeiro-ministro do país, Robert Fico. Os países do bloco deram esta segunda-feira a sua aprovação final (por maioria qualificada) à proibição das importações de gás russo até o final de 2027, a que Eslováquia e Hungria se opuseram. O prazo permitirá que a União supere a oposição de ambos os países, que continuam fortemente dependentes do petróleo e do gás russos e por isso desejam manter laços comerciais com Moscovo – que os restantes países da União consideram ser uma forma de financiar a invasão da Ucrânia.
A Hungria afirmou que contestaria a lei no Tribunal de Justiça Europeu, e Robert Fico afirmou esta terça-feira que a Eslováquia faria o mesmo por sua conta, mas que coordenaria a ação com o seu vizinho. “Vamos opor-nos à violação dos princípios de subsidiariedade e proporcionalidade”, disse Fico em conferência de imprensa, apesar de não ter avançado com uma data para entregar a ação da Eslováquia.
Fico classificou os planos da União para interromper o fluxo de gás russo como “suicídio” energético e afirmou que a interrupção do trânsito de energia custará à Eslováquia até 500 milhões de euros por ano.
Segundo o acordo, a União suspenderá as importações de gás natural liquefeito russo até ao final deste ano e o gás de gasoduto até 30 de setembro de 2027, com possível extensão até 01 de novembro de 2027, caso um país tenha dificuldades para encher os seus tanques de armazenamento com gás não russo antes do inverno. “Espero que, até à data dessa proibição, a guerra tenha acabado e todos nós voltemos à razão”, disse Fico.
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