Espanha: “caminho para governo minoritário permanece desafiador”, diz Fitch

“O resultado inconclusivo de domingo significa que a formação do governo – seja numa coligação formal ou num governo minoritário – irá ainda depender do apoio ativo ou abstenção na confiança parlamentar”, explica a agência, numa nota de avaliação às eleições.

Reinhard Krause/Reuters

O acordo preliminar de coligação entre o PSOE e o Podemos sustenta a ideia de que o “cansaço” irá incentivar os políticos a formar governo, ainda que “o caminho para um governo maioritário” permaneça desafiador, considera a Fitch.

Numa nota de research, divulgada esta quarta-feira – que não é uma ação de rating -, a agência de notação financeira sustenta que o líder do PSOE, Pedro Sanchez, e o líder do Podemos, Pablo Iglesias, “anunciaram o acordo na terça-feira após a eleição geral de domingo”, com a o PSOE a continuar a ser o maior partido com 120 lugares – menos três do que em abril – e o Podemos a ter 35 lugares – menos sete do que anteriormente.

“A eleição de domingo foi desencadeada pelo colapso das negociações anteriores da coligação entre o PSOE e o Podemos em julho. Um acordo preliminar tão cedo após esta eleição pode enfatizar as principais sensibilidades de fadiga dos eleitores após quatro anos de eleições”, referem.

No entanto, alertam que “o resultado inconclusivo de domingo significa que a formação do governo – seja numa coligação formal ou num governo minoritário – irá ainda depender do apoio ativo ou abstenção na confiança parlamentar”.

Recomendadas

Reino Unido. Recessão de 14% poderá aumentar dívida pública em 400 mil milhões de libras

Numa perspetiva mais pessimista, a recessão poderá variar entre os 12,4% e os 14,3%, enquanto que num cenário mais otimista a queda poderá situar-se nos 10,6% e a dívida em 263 mil milhões de libras.

Estudo: 5,4 milhões de americanos perderam o seguro de saúde entre fevereiro e maio

O estudo da defesa do consumidor das famílias norte-americanas indica que o aumento estimado de desempregados sem seguro durante este período foi superior em quase 40% do que o aumento anterior, que ocorreu durante a recessão de 2008 e 2009.

Comércio entre países lusófonos e a China cai 12% nos primeiros cinco meses do ano

O Brasil continua a ser de longe o país lusófono com o maior volume de trocas comerciais com a China, garantindo mais de 80% dos bens transacionados, seguindo-se Angola, Portugal, Moçambique, Timor-Leste, Cabo Verde, Guiné Bissau e São Tomé e Príncipe.
Comentários