Cabo Verde vendeu 51% da companhia aérea nacional TACV por 1,3 milhões

Segundo o contrato assinado, “o parceiro estratégico não poderá alienar as suas ações durante um período de cinco anos, tendo para tal de ter autorização do Governo”.

O Estado de Cabo Verde vendeu 51% da companhia aérea nacional TACV por 1,3 milhões de euros à Lofleidir Cabo Verde, que irá injetar mais seis milhões de euros para a capitalização da empresa, informou o Governo cabo-verdiano.

Numa nota enviada à comunicação social, dois dias depois da assinatura do acordo de privatização da TACV – Cabo Verde Airlines, através da venda de 51% das ações à Lofleidir Cabo Verde, empresa detida em 70% pela Loftleidir Icelandic EHF e em 30% por empresários islandeses, o Governo cabo-verdiano veio revelar os montantes envolvidos no negócio.

Na sexta-feira, após a assinatura do acordo, nem o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, nem o representante da empresa que adquiriu os 51% da companhia aérea quiseram revelar os valores em causa.

Hoje, em comunicado, o Governo cabo-verdiano revelou que “o montante acordado para a aquisição de 51% do capital da empresa, entre o Estado e o parceiro estratégico, é de 1,3 milhões de euros”.

O parceiro irá injetar mais seis milhões de euros “para a capitalização da empresa, totalizando cerca de 7,3 milhões de euros”.

Segundo o executivo cabo-verdiano, o valor patrimonial da empresa foi estabelecido no montante de 9,2 milhões de euros: 5,48 milhões de euros representavam os ativos imobiliários e 3,7 milhões de euros o valor patrimonial, excluindo os imóveis.

“No âmbito das negociações feitas, foi possível excluir todos os ativos imobiliários desta transação”, prossegue o comunicado.

Segundo o executivo cabo-verdiano, “o acionista Estado vai continuar o seu desinvestimento na empresa, realizando brevemente a alienação de 10% do seu capital social aos trabalhadores e emigrantes, mantendo-se com 39% das ações da companhia que serão alienadas ainda em 2019 a investidores nacionais e internacionais”.

Segundo o contrato assinado, “o parceiro estratégico não poderá alienar as suas ações durante um período de cinco anos, tendo para tal de ter autorização do Governo”.

“Passado este período, e caso pretenda fazê-lo, o Governo tem sempre direito de preferência”, refere a nota.

O Governo reiterou o objetivo de “aumentar de forma significativa o contributo da atividade de transportes aéreos para o crescimento económico do país, num setor de elevada competitividade e complexidade de gestão e exigente em termos tecnológicos”.

“Isso só pode ser conseguido com mais mercados, mais passageiros, mais e melhores ofertas de serviços e mais voos que permitam a Cabo Verde Airlines ultrapassar a dimensão crítica de operações e crescer, assim como crescerão as atividades relacionadas com a gestão logística e comercial dos aeroportos”, lê-se no comunicado.

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