Estados Unidos querem distribuir 500 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 por 100 países

De acordo com o mesmo jornal norte-americano, que cita fontes próximas do negócio, 200 milhões de doses vão ser distribuídas este ano, enquanto as restantes (300 milhões) vão ser entregues em 2022.

O governo dos Estados Unidos chegou a um acordo com a Pfizer e a BioNTech para fornecer 500 milhões de doses da vacina contra o novo coronavírus a 100 países durante os próximos dois anos, um pacto que o presidente Joe Biden planeia anunciar já na quinta-feira, dia 10 de junho de acordo com fontes citadas pelo “The New York Times” (NYT).

Cresce a pressão para os EUA combaterem a escassez global de vacinas e as disparidades na vacinação entre países ricos e pobres. O presidente Joe Biden deu a entender o plano na manhã de quarta-feira, quando foi questionado se tinha uma estratégia de vacinação para o mundo. “Eu tenho um e irei anunciá-lo”, disse Biden, pouco antes de entrar no avião presidencial para a sua primeira viagem ao exterior como presidente.

Pessoas familiarizadas com o acordo, citadas pelo “NYT”, afirmaram que os Estados Unidos irão pagar pelas doses a um preço “sem fins lucrativos”. As primeiras 200 milhões de doses serão  distribuídas ainda este ano, com as restantes 300 milhões a serem distribuídas no próximo ano. Espera-se que Albert Bourla, presidente-executivo da Pfizer, faça o anúncio em conjunto Joe Biden.

O coordenador de resposta ao Covid-19 da Casa Branca, Jeffrey D. Zients, que Biden encarregou da vacinação global, afirmou num comunicado esta quarta-feira que o presidente usaria o “ímpeto” da campanha de vacinação dos EUA “para reunir as democracias mundiais a fim de resolver esta crise globalmente, com os Estados Unidos a liderar o caminho para criar o arsenal de vacinas que serão essenciais na nossa luta global contra a Covid-19”.

As 500 milhões de doses ainda estão muito aquém das 11 mil milhões de doses que a Organização Mundial da Saúde estima serem necessárias para vacinar o mundo. Na semana passada, Biden disse que os Estados Unidos distribuiriam 25 milhões de doses este mês para países das Caraíbas, América do Sul, Sudeste Asiático, África e os territórios palestinos, Gaza e Cisjordânia.

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“Com este acordo, as principais democracias do mundo vão comprometer-se a evitar que uma pandemia global volte a acontecer, para que a devastação causada pela covid-19 nunca se repita”, disse Boris Johnson, na sua conta na rede social Twitter.

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A estimativa assume um cenário que envolve cerca de 77.000 pessoas, incluindo atletas e outro pessoal, mas não inclui a administração de vacinas a eles, pelo que os números reais podem ser inferiores.

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Ainda que as vacinas não tivessem como destino países europeus, o regulador europeu – através das autoridades de supervisão (Países Baixos e Bélgica) – decidiu avançar com a medida preventiva para as doses que forma produzidas ao mesmo tempo.
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