Em entrevista ao Público e à Rádio Renascença, Pedro Nuno Santos, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, declara que o Governo está a viver o seu “momento mais difícil”. E refere concretamente o caso do incêndio de Pedrógão Grande, que fez 64 mortos e mais de 250 feridos.
“[Este é o momento mais difícil do Governo] desde logo porque tivemos há duas semanas e meia uma tragédia em que morreram 64 pessoas. E isso é uma tragédia que nos atinge a todos – e ao Governo também, em particular”, refere.
Apesar de reconhecer a contribuição do roubo de material de guerra da base de Tancos, o membro do Governo não lhe atribui o mesmo peso no atual clima que o da tragédia de Pedrógão Grande. Para Pedro Nuno Santos, é um “erro tratar os dois incidentes da mesma maneira (…) uma catástrofe natural nunca antes registada [e] um crime”.
Abordando o tema dos vários pedidos de demissão feitos pelos partidos com assento parlamentar, Pedro Nuno Santos refere que “todos nós, políticos e, já agora, comunicação social, temos de mudar o chip. Porque a primeira resposta que temos quando há um problema, quando há uma crise, a resposta (por falta de criatividade ou até por alguma preguiça intelectual e política) é a exigência de uma demissão. Como se a demissão resolvesse um problema!”, declara. E vai mais longe, ao afirmar que “as demissões, quando são pedidas, têm muitas vezes consequências perversas” como a de “criar a ilusão de que o problema está resolvido com a demissão”.
Face ao silêncio relativamente ao ministro da Defesa, Azeredo Lopes, o secretário de Estado não acredita que “tenha havido uma necessidade tão brutal de o PS defender o ministro da Defesa – eu estou cá e posso fazer isso com todo o gosto e convicção”, mas aproveita para acusar os partidos de direita de realizar um “exercício oportunista” no que diz respeito ao furto de Tancos. A este respeito, Pedro Nuno Santos acautela que é importante “perceber o que aconteceu”, antes de “pedir para rolar cabeças”, prevenindo que se digam “asneiras”.
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