Várias importantes cidades norte-americanas votam esta terça-feira para eleger governadores – sendo este um dos mais importantes atos eleitorais antes das eleições intercalares para a Câmara dos Representantes e para o Senado, dentro de um ano. É por isso que os analistas colocam um foco político importante nas eleições de hoje.
O despique mais importante sucederá em Nova Iorque – uma cidade tradicionalmente democrata – onde Zohran Mamdani, o candidato democrata, estará sob grande atenção: enfrentará o ex-governador democrata Andrew Cuomo, que concorre como independente após perder as primárias democratas para Mamdani no início deste ano, e o candidato republicano Curtis Sliwa.
Na Califórnia, os eleitores parecem decididos a transformar distritos republicanos em democratas, numa tentativa de contrariar os ganhos que o Partido Republicano deverá obter noutros lugares, referem os analistas, após o partido no poder a nível federal ter manipulado os mapas eleitorais em Estados como o Texas e o Missouri. Uma iniciativa, esta de mudar os mapas eleitorais em favor de uma força política, que costuma ser tentada tanto por republicanos como por democratas.
A Virgínia e Nova Jersey realizarão eleições decisivas para governador, que podem servir como um indicador da opinião dos eleitores sobre o presidente Trump, referem ainda os analistas.
Em Nova Iorque, os candidatos passaram um último dia de campanha frenético. Zohran Mamdani, cuja campanha se tem concentrado na acessibilidade à morada de família e na gratuitidade dos transportes para todos e da saúde para os mais novos, manteve uma liderança expressiva nas sondagens, com a maioria das pesquisas colocando-o à frente da concorrência. O candidato democrata, de 34 anos, membro da Assembleia Estadual de Queens, fez-se acompanhar no último dia de campanha pela procuradora-geral de Nova Iorque, Letitia James. “Estamos prestes a inaugurar um novo dia para nossa cidade”, declarou. Andrew Cuomo iniciou o último dia de campanha com uma entrevista na rádio La Mega em espanhol, antes de seguir para um evento de campanha no Bronx. Curtis Sliwa faz campanha no bairro de Staten Island. O candidato republicano e fundador dos Guardian Angels, uma organização sem fins lucrativos dedicada à prevenção de crimes sem o uso de armas, está claramente em desvantagem.
Segundo relatos, o ex-presidente dos EUA, Barack Obama, ofereceu-se para ser um “conselheiro” para o candidato à prefeitura de Nova York, Zohran Mamdani, caso a sua vantagem nas pesquisas se traduza em vitória.
Segundo a imprensa norte-americana, o ex-presidente Barack Obama elogiou a campanha que Mamdani conduziu contra o seu principal rival, Andrew Cuomo, e o candidato republicano, Curtis Sliwa. “Zohran Mamdani agradeceu as palavras de apoio do presidente Obama e a conversa que tiveram sobre a importância de trazer um novo tipo de política para a nossa cidade”, disse a porta-voz de Mamdani, Dora Pekec. A mais recente sondagem, da Atlas, refere que Mamdani tem uma vantagem de 40%, seis pontos percentuais acima de Cuomo (34%) e de 16 sobre Sliwa (24%).
Na Virgínia, os analistas indicam que a eleição servirá como um barómetro em relação ao presidente Trump e às tentativas dos democratas de recuperar sua posição no cenário nacional.
A republicana Winsome Earle-Sears, vice-governadora, e a democrata Abigail Spanberger, de centro-esquerda (tal como o democrata que concorre a Nova Iorque) e ex-agente da CIA que ajudou seu partido a conquistar a maioria na Câmara durante o primeiro mandato de Trump, disputam o cargo. A corrida para substituir o governador republicano Glenn Youngkin, cujo mandato chega ao fim, assumiu dimensões nacionais desde o início, servindo como um campo de teste para ambos os partidos.
Spanberger, que abdicou do seu lugar no Congresso para concorrer a governadora, tentou capitalizar as preocupações dos eleitores com o custo de vida e os impactos da política interna de Trump e da lei de corte de impostos no sistema de saúde da Virgínia.
Do outro lado, Trump dedicou apenas um apoio moderado a Earle-Sears, que há três anos disse que não apoiaria o regresso de Trump à Casa Branca, antes de voltar atrás. O presidente não fez campanha presencialmente em seu favor.
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