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EUA surpreende com 228.000 empregos criados, o dobro do esperado

De acordo com um documento divulgado, esta sexta-feira, pelo Bureau of Labor Statistics (BLS) do Departamento do Trabalho, foram criados 228.000 empregos não agrícolas em março, quase o dobro do esperado pelos analistas.
desemprego
4 Abril 2025, 18h00

O mais recente relatório oficial de emprego dos Estados Unidos voltou a seguir a tendência dos últimos anos, surpreendendo todos com uma sólida criação de postos de trabalho, mesmo num contexto de desaceleração económica e de discussões sobre uma possível recessão, exacerbada pelas políticas agressivas do ex-presidente Donald Trump.

Segundo os dados divulgados na sexta-feira pelo Bureau of Labor Statistics (BLS) do Departamento do Trabalho, foram gerados 228.000 empregos não agrícolas em março, quase o dobro da expectativa dos analistas, que previa a criação de entre 110.000 e 130.000 postos de trabalho.

Outros indicadores do relatório alinham-se mais com a narrativa prevalente nos últimos tempos: o mercado de trabalho apresenta sinais de moderação após o crescimento impulsionado pela pandemia, caracterizado por uma escassez de mão de obra e aumentos salariais significativos, mas ainda não enfrenta um colapso iminente.

A taxa de desemprego subiu em um décimo percentual, alcançando 4,2%, em parte devido ao aumento da população activa. Os ganhos médios por hora, por sua vez, diminuíram em dois décimos, situando-se ainda em elevados 3,8%. É esperado que este número caia para 3,5% a fim de alinhar-se com a meta de inflação de 2%. Além disso, os dois relatórios de emprego anteriores foram revistos em baixa, totalizando uma diminuição de 48.000 postos de trabalho.

O surpreendente aumento de 228.000 empregos não agrícolas, contudo, supera a média mensal de 158.000 postos de trabalho dos últimos 12 meses, o que denota uma relevância significativa. Em março, os sectores que mais contribuíram para essa criação de empregos foram os da saúde, assistência social, transporte e armazenagem.

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