EUA têm de “agir em grande” com novo pacote de estímulos, sublinha Janet Yellen

“Acredito que os benefícios irão superar os custos, especialmente se nos focarmos em ajudar pessoas que têm estado a lutar há algum tempo”, realçou a ex-presidente da Fed no Senado, escolhida por Joe Biden para liderar o Departamento do Tesouro.

Reuters

A ex-presidente da Reserva Federal (Fed) e nomeada de Joe Biden para liderar o Departamento do Tesouro, Janet Yellen, alertou o Comité das Finanças do Senado que os Estados Unidos têm de “agir em grande” com o próximo pacote de estímulos, revela a “Reuters”. Na semana passada, o presidente eleito elaborou um pacote de estímulos de 1,9 biliões de dólares (1,57 biliões de euros), apontando a necessidade de um investimento ousado para o relançamento da economia norte-americana, estando agora em fila de espera para ser aprovado no Senado.

“Nem o presidente eleito, nem eu, propusemos este pacote de estímulos sem uma avaliação do peso da dívida do país”, disse Yellen perante o Comité das Finanças, na sessão de abertura. “Agora, com as taxas de juros em baixas históricas, a decisão mais inteligente que podemos fazer é agir em grande”, continuou Janet Yellen.

“Acredito que os benefícios irão superar os custos, especialmente se nos focarmos em ajudar pessoas que têm estado a lutar há algum tempo”, continuou a ex-presidente da Fed no Senado.

A proposta de Biden, elaborada em conjunto com a equipa nomeada para as Finanças, inclui 415 mil milhões de dólares (342 mil milhões de euros) para apoiar a resposta ao vírus e ao lançamento das vacinas, perto de um bilião de dólares (824 mil milhões de euros) para ajudar diretamente as famílias e 440 mil milhões de dólares (362,7 mil milhões de euros) para ajudar as pequenas empresas e comunidades severamente atingidas pela pandemia da Covid-19.

Perante o Senado, Janet Yellen esclareceu que a economia norte-americana tem de ser reconstruída “para que se crie mais prosperidade para mais pessoas e garante que os trabalhadores americanos possam competir numa economia global que está cada vez mais competitiva”.

Além dos cheques de 600 dólares (494,61 euros) aprovados no Congresso em dezembro, a proposta de Biden pretende aumentar o pagamento em 1.400 dólares (1.154,10 euros) para um total de dois mil dólares (1.648,25 euros). O atual subsídio de desemprego suplementar iria aumentar para 400 dólares (329,65 euros) em vez dos 300 dólares (247,21 euros) semanais.

Uma das medidas também em análise é a subida do salário mínimo para os 15 dólares (12,36 euros) por hora.

Caso a sua nomeação seja aceite no Congresso, Janet Yellen vai substituir Steven Mnuchin na liderança da pasta do Tesouro, e este será a primeira mulher a chefiar as três posições económicas mais poderosas dos Estados Unidos (Reserva Federal, Conselho de Consultores Económicos da Casa Branca e Departamento do Tesouro), em menos de 25 anos.

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