Euronext quer comprar bolsa da Noruega

O negócio ainda não está concluído, mas, a concretizar-se é mais um passo na concentração, depois da aquisição da bolsa da Irlanda.

A Euronext abordou a bolsa norueguesa, a Oslo Børs, para a aquisição dos seus ativos por 625 milhões de euros, informa aquela estrutura em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). A gestora de índices acionistas sublinha que não há obrigação por parte dos noruegueses de aceitarem a proposta, mas também que tem já o apoio de acionistas representantes de 49,6% do capital.

O montante da oferta representa um prémio de 32% face ao preço de fecho de dia 17 de dezembro e de 34% em relação à média de preço das ações dos últimos três meses. “A oferta da Euronext fica sujeita a certas condições, incluindo um período curto de due diligence, um limite mínimo de aceitação de 50%, aprovações regulamentares e um voto favorável dos acionistas da Euronext”, sublinha a empresa.

Caso a oferta seja aceite, aumenta o número de países cujas bolsas são geridas pela Euronext para sete. Atualmente, este grupo inclui a Irlanda, a Bélgica, França, Holanda, Reino Unido e Portugal.

“A Euronext acredita firmemente que o posicionamento estratégico e competitivo único da Oslo Børs VPS, incluindo uma posição de liderança global em derivados de marisco e uma profunda experiência nos serviços petrolíferos e navegação, fortaleceria ainda mais a posição da Euronext como a infraestrutura de mercado líder para o financiamento do real da economia na Europa”, acrescenta a Euronext.

Uma vez concluída a aquisição, ela segue-se à da bolsa da Irlanda pela Euronext em março deste ano, em linha com a estratégia do grupo de aquisições com vista ao reforço do mercado pan-europeu.

Recomendadas

Calçado vegan? Sim, também já há

Uma empresa da Póvoa de Lanhoso considera que nem mesmo uma indústria tradicional como o calçado precisa de recorrer a produtos que, do ponte de vista da sustentabilidade, não fazem sentido.

Crédito Agrícola elege nova administração a 25 de maio

A Caixa Central de Crédito Agrícola é responsável pela coordenação e supervisão das 80 Caixas de Crédito Agrícola Mútuo e é liderada por Licínio Pina desde 2013, há dois mandatos. O gestor trabalha no banco há mais de 30 anos.

Empresas começam projetos de inovação mas não conseguem acabar mais de metade

O excesso de projetos, a falta de liderança e a ausência de processos estão a bloquear o desenvolvimento das organizações mundiais, segundo o estudo “Having a successful innovation agenda”, elaborado pela multinacional Oracle.
Comentários