A Europacolon Portugal – Associação de Apoio ao Doente com Cancro Digestivo manifestou publicamente a sua “profunda discordância” perante a recente decisão da Assembleia da República, que rejeitou as propostas para garantir o pagamento do subsídio de doença a 100% para pessoas com patologias oncológicas.
Em comunicado, a associação alerta que a manutenção do atual modelo de proteção social penaliza financeiramente os doentes num dos períodos mais vulneráveis das suas vidas.
Para a Europacolon, a redução de rendimentos após um diagnóstico de cancro agrava uma realidade já marcada por tratamentos prolongados e efeitos incapacitantes.
Vítor Neves, Presidente da Europacolon Portugal, sublinha que a medida não deve ser vista como um benefício acessório, mas como um garante de dignidade. “É difícil compreender como é que o sistema continua a penalizar financeiramente quem já está numa situação de extrema fragilidade. Nenhum doente deveria ter de escolher entre cuidar da sua saúde ou garantir a sua estabilidade económica”, afirma.
Embora reconheça a necessidade de garantir a sustentabilidade da Segurança Social, a associação defende que a especificidade do cancro exige uma proteção reforçada. A Europacolon apela agora a uma reflexão aprofundada sobre os mecanismos de apoio, reiterando que a estabilidade financeira é crucial para a adesão ao tratamento e para a qualidade de vida dos doentes.