Europeias: PAN quer eleger um eurodeputado para continuar “transformação social”

Francisco Guerreiro, membro da Comissão Política Nacional, é o cabeça-de-lista, tendo como prioridades o combate às alterações climáticas e o desenvolvimento económico e social responsável.

Cristina Bernardo

O PAN (partido Pessoas-Animais-Natureza) vai concorrer as eleições europeias com uma lista de “paridade absoluta” em termos de género e com diversidade na distribuição geográfica. Francisco Guerreiro, membro da Comissão Política Nacional, é o cabeça-de-lista, tendo como prioridades o combate às alterações climáticas e o desenvolvimento económico e social responsável.

A deputada do PAN na Assembleia Municipal do Porto Bebiana Cunha é a número dois na lista apresentada pelo partido às europeias, que acontecem a 26 de maio. Segue-se o assessor político Pedro Neves, que foi o cabeça-de-lista do partido nas últimas eleições autárquicas nos Açores. Cristina Ferreira, de Setúbal, e João Freitas, da ilha da Madeira, completam os cinco primeiros lugares.

Ao todo, a lista é composta por 21 candidatos, 11 mulheres e 10 homens, sendo intercalada entre candidatos do sexo masculino e candidatas do sexo feminino, que vêm de diferentes zonas do país e das regiões autónomas. Francisco Guerreiro acredita que “é possível dar continuidade, no Parlamento Europeu, ao trabalho de transformação social que o PAN, com apenas um deputado, tem alcançado na sociedade portuguesa”.

Nas últimas eleições para o Parlamento Europeu, em 2014, o PAN conseguiu 1,72% (56.233 votos), não tendo, no entanto, conseguido eleger nenhum eurodeputado. O objetivo para este ano é eleger, pelo menos, um eurodeputado, assegurando que haja “uma representação ambientalista portuguesa no Parlamento Europeu” que seria integrado na família política europeia ambientalista, Greens/EFA.

Francisco Guerreiro assume como principais bandeiras a “necessidade de uma aposta na educação e no reforço da cidadania mais profunda e da criação de ferramentas mais diretas de representação democrática, sem as quais os discursos simplistas e populistas são absorvidos pelas populações, com consequências reais muito prejudiciais”.

O PAN tem ainda como prioridades “o apoio humanitário, o desenvolvimento económico e social responsável, o combate às alterações climáticas e a promoção de uma transição energética para fontes 100% limpas e renováveis”.

1- Francisco Guerreiro (Lisboa)

2- Bebiana Cunha (Porto)

3- Pedro Neves (Açores)

4- Cristina Rodrigues (Setúbal)

5- João Freitas (Madeira)

6- Inês Real (Lisboa)

7- Rui Prudêncio (Lisboa)

8- Daniela Duarte (Faro)

9- André Nunes (Setúbal)

10- Inês Campos (Lisboa)

11- Jorge Ribeiro (Porto)

12- Carolina Almeida (Viseu)

13- Daniela de Sousa (Leiria)

14- Rui Alvarenga (Aveiro)

15- Patrícia Gomes (Braga)

16- Helder Capelo (Lisboa)

17- Sónia Domingos (Açores)

18- Vera Belchior (Faro)

19- Artur Alfama (Setúbal)

20- Sara Fernandes (Braga)

21- José Castro (Porto)

Ler mais
Recomendadas

Trabalhadores da CP voltam a reclamar integração da EMEF

A Comissão de Trabalhadores da Comboios de Portugal (CP) “tomou a liberdade” de endereçar uma carta ao ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, na qual afirma que a empresa precisa sem demora de mais trabalhadores, “da reintegração imediata da EMEF na CP” e da “reconstrução da Direção de Engenharia” da empresa. O cenário alternativo, diz […]

Arrendamento acessível: Governo tem 30 dias para definir preços máximos

O decreto-lei relativo a este programa foi publicado esta quarta-feira, em Diário da República, dando ao Governo um prazo de trinta dias para estipular os preços máximos de renda, o rendimento máximo dos inquilinos que queiram candidatar-se a este programa e as condições mínimas dos alojamentos.

Falta de lei de proteção de dados em Portugal prejudica trabalho e seguros, afirma CNPD

Em toda a União Europeia, apenas Portugal e a Grécia não têm ainda lei nacional que execute o regulamento, que está em aplicação há um ano em todos os Estados membros, desde 25 de maio de 2018.
Comentários