Ex-procuradora-geral da República critica proposta socialista de dar autonomia financeira à PGR

Joana Marques Vidal diz que proposta pode pôr em causa recursos necessários para levar a cabo investigações de crimes de elevada complexidade.

Cristina Bernardo

Joana Marques Vidal critica a proposta do PS que pretende dar autonomia financeira à Procuradoria-Geral da República (PGR), “desligada dos departamentos centrais”. Para a antiga procuradora-geral, a proposta dos socialistas “põe em causa os recursos para as investigações”.

A critica de Joana Marques Vidal foi salientada nesta segunda-feira, 1 de julho, no ciclo de debates “Ao fim da tarde na SEDES com quem sabe”, que se está a realizar em Lisboa.

Sobre a autonomia financeira, a antiga procuradora-geral defende: “É integrada na PGR, desligando da parte desse orçamento os departamentos centrais. Significa que não faz parte do orçamento da PGR, mas do Ministério da Justiça”.

Para Joana Marques Vidal, esta proposta do PS pode mesmo “pôr em causa os recursos necessários para as investigações” que são dirigidas por departamentos centrais, como é o caso do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) que investiga os crimes de elevada complexidade.

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