Farto da vida na cidade? Aldeias italianas vendem casas a um euro para atrair pessoas

Aldeias perdidas na Sicília, ideias para uma férias paradisíacas, estão à venda por um euro, ou até oferecidas. Autarquias locais exigem somente aos novos proprietários que recuperem os imóveis.

Para quem está farto do stress da cidade e de passar horas no trânsito, Itália pode ser um bom destino: um país rico em história, belas paisagens e boa gastronomia. Mas agora as ocasionais férias podem prolongar-se, pois várias localidades transalpinas lançaram um plano atrativo para atrair residentes.

Várias aldeias e vilas italianas estão a colocar à venda por valores simbólicos e até mesmo oferecer casas abandonadas a quem decidir mudar-se para estas localidades. Esta pode ser uma boa oportunidade para quem quer mudar de vida, ou ter somente uma casa de férias neste país mediterrânico.

A vila de Cammarata, na Sicília, lançou recentemente um programa deste género. Situada a 60 quilómetros a sul de Palermo, e com vista para o Monte Edna, tem 100 casas para disponibilizar gratuitamente, avança a CNN. Os imóveis podem ser transformados em casas, hotéis, alojamento local, lojas ou restaurantes.

Para ficar com as casas, os compradores precisam de renovar o imóvel no espaço de três anos. Para assegurar o cumprimento das regras, a autarquia exige o depósito de cinco mil euros, que será devolvido aos proprietários assim que o trabalho de reabilitação esteja concluído. Antes de iniciar a renovação, os potenciais compradores precisam também de entregar um projeto com o que pretendem fazer.

Os casais novos com filhos têm prioridade na compra das propriedades. Quem tiver um filho já depois da mudança para Cammarata recebe um bónus de mil euros.

“Não consigo ver este lindo centro histórico vazio e em ruínas”, disse à CNN o autarca Vincenzo Giambrone. “Os donos ignoram os danos que causam ao abandonar as suas casas e recusarem reabilitar as suas antigas habitações. Isto deixa uma grande cicatriz na sua vola com o risco de desabamentos”, afirmou.

Mussomeli na Sícilia é outra localidade que está a vender casas a um euro. A autarquia local lançou este programa com o objetivo de atrair residentes e de promover a reabilitação urbana. Após a compra da casa, o novo proprietário fica obrigado a renovar o imóvel no espaço de três anos.

“Em Mussomeli vai pode viver a Sicília antiga, a verdadeira Sicília”, pode-se ler no site. “Na Sicília não vai comprar apenas uma casa, mas vai ter a possibilidade de experimentar a nossa cultura, as nossas tradições, a vida lenta e relaxada de uma das terras mais seguras e pacíficas no mundo”.

Também a aldeia Sambuca di Sicilia, nesta ilha italiana, recorreu à venda de casas a um euro para atrair residentes. Mas com uma procura tão grande, a autarquia local decidiu leiloar as casas. Com tanta procura, houve casas que chegaram a ser vendidas a 25 mil euros.

Já no continente, na região de Nápoles, a aldeia de Zungoli também lançou um programa de venda de casas a um euro.

Kenny Sanchez, de Nova Iorque, foi um dos que comprou casa em Zungoli. “Nunca pensei vir a ter uma casa em Itália. Foi uma grande surpresa”, disse à CNN.

No entanto, o norte-americano precisa de realizar muitas obras para poder vir a pernoitar na casa. “Existem muitas coisas a precisarem de ser reparadas, incluindo o telhado. Os três anos devem ser necessários para arranjarmos as coisas e tornar a casa habitável”.

Ler mais
Recomendadas

Brasil deverá ultrapassar marca dos 100 mil mortos este fim de semana

Segundo as estimativas do consórcio de jornalistas brasileiro, demorou cerca de três meses até serem contabilizadas as primeiras 50 mil mortes e apenas 50 dias para que esse valor se voltasse a repetir.

Explosões em Beirute. Perto de 160 mortos e mais de 6 mil feridos

O ministério reviu em baixa o número de pessoas desaparecidas, indicando existirem 21, quando até agora tinha referido várias dezenas.

Mais de 60 pessoas continuam desaparecidas após a explosão em Beirute

Passaram quatro dias desde a explosão no porto de Beirute, no Líbano, que devastou a cidade e matou mais de 150 pessoas.
Comentários