FEI e CGD assinam garantias de mais de mil milhões para recuperar empresas portuguesas

As duas instituições assinaram os dois primeiros acordos em Portugal no âmbito do Fundo Pan-Europeu de Garantia (FEG). Fundo Europeu de Investimento assumirá 70% do risco do financiamento da dívida concedido pela Caixa Geral de Depósitos às PME portuguesas.

Jose Manuel Ribeiro/Reuters

O Fundo Europeu de Investimento (FEI), integrado no Grupo Banco Europeu de Investimento, e a Caixa Geral de Depósitos (CGD) assinaram os dois primeiros acordos em Portugal no âmbito do Fundo Pan-Europeu de Garantia (FEG) num valor de 1.050 milhões de euros para apoiar a recuperação das empresas portuguesas, informou a CGD em comunicado esta quinta-feira, 18 de março.

Uma das garantias de 400 milhões de euros vai incidir no apoio às pequenas e médias empresas com necessidades de liquidez e investimentos em regeneração urbana sustentável, enquanto a outra garantia de 650 milhões de euros vai proporcionar a liquidez necessária às empresas que pretendem adaptar os seus modelos de negócio, enfrentando necessidades de refinanciamento ou investindo em projeto “verdes” e sustentáveis.

O Fundo Europeu de Investimento assumirá 70% do risco do financiamento da dívida concedido pela Caixa Geral de Depósitos às PME portuguesas.

Alain Godard, CEO do FEI, salienta que “graças à garantia do FEG, o FEI e a CGD vão poder proporcionar às empresas portuguesas períodos de carência mais longos, requisitos de garantias reduzidos e maturidade alargada, apoiando as PME que tenham estado particularmente expostas à pandemia Covid-19”.

Por sua vez, Ricardo Mourinho Félix, vice-presidente do BEI, responsável pelas operações do Grupo BEI em Portugal, realça que “as pequenas e médias empresas são as mais atingidas pela crise econômica causada pela pandemia. O apoio às PME portuguesas é uma das principais prioridades do Grupo BEI para 2021 e esta operação mostra o nosso forte empenho na concretização deste objetivo.”

Já o presidente da Comissão Executiva da CGD, Paulo Moita de Macedo, explica que “esta crise tem um impacto altamente assimétrico nos vários sectores. Mas há a necessidade de renovação e de aumento do investimento em setores transversais como a digitalização e o investimento ambientalmente responsável”.

Ler mais

Recomendadas
Mesa redonda seguros 2021

Desafios do sector segurador vão estar em debate na JE TV

As mesas redondas sobre como os seguros se preparam para a retoma económica e como enfrentam os desafios criados pelas novas tecnologias podem ser vistos em www.jornaleconomico.pt, a partir das 15:00, e contam com a participação de 14 gestores da indústria.

Bancos espanhóis preparam ano de demissões em massa com mais de 15 mil saídas

Santander, CaixaBank e BBVA protagonizaram as grandes reduções da força de trabalho pós-pandemia, avança o El País.

Millennium Bank constituiu provisões de 112,4 milhões de euros para cobrir riscos jurídicos

Em resultado deste nível de provisões, relacionadas com uma carteira de crédito hipotecário concedida no passado em moeda estrangeira, “e apesar do sólido desempenho operacional”, o banco polaco controlado pelo BCP espera um resultado líquido negativo no primeiro trimestre de 2021.
Comentários