Fenprof promove protesto contra aprovação do OE2021

Professores e educadores concentrar-se-ão em frente ao Parlamento dia 29 de outubro e, simbolicamente, atapetarão o recinto com faixas em que constam as suas principais reivindicações em protesto pela desvalorização do setor da educação.

Se fosse pela Federação Nacional dos Professores – FENPROF – a proposta de Orçamento de Estado para 2021 chumbava.

No dia seguinte ao da aprovação do documento na generalidade, como é esperado, dirigentes, delegados e ativistas estarão na rua. Entre as 14h30 e as 17 horas do dia 29, que marca o início do debate na especialidade, professores e educadores concentrar-se-ão frente à Assembleia da República e, simbolicamente, atapetarão, com faixas em que constam as suas principais reivindicações, todo o recinto fronteiro.

Uma segunda ação terá lugar em Coimbra, cidade onde se localiza a Associação Nacional de Municípios e é autarca o seu presidente. Aí, dia 10 de novembro será apresentada uma petição nacional contra a municipalização da educação.

A FENPROF vai igualmente participar nas ações que envolvam os trabalhadores da administração pública e se destinem a contestar a falta de investimento nos serviços públicos, o congelamento salarial e da generalidade das pensões e a não resolução dos graves problemas que persistem, desvalorizando as carreiras profissionais, mantendo elevados índices de precariedade e não melhorando as condições de trabalho.

As ações de protesto foram avançadas esta segunda-feira, 26 de outubro, em conferência de imprensa, durante a qual o secretário-geral, Mário Nogueira, acusou a proposta de Orçamento do Estado para 2021 de não valorizar a educação e de não resolver os problemas do setor. “Estamos perante uma proposta de Orçamento do Estado que não rompe com a estagnação e, mesmo, o retrocesso a que se tem assistido nos últimos anos, merecendo por isso reparos de entidades nacionais, como o Conselho Nacional de Educação, e internacionais, como aconteceu com a OCDE no seu relatório Education at a Glance 2020”.

No geral, a FENPROF considera que o documento “não prevê o reforço de financiamento das escolas e passa completamente ao lado dos problemas que afetam professores e educadores e são causa principal da progressiva perda de atratividade da profissão docente”.

Mesmo em relação a problemas identificados, como, por exemplo, o envelhecimento dos professores, não se prevê “qualquer medida concreta que os permita solucionar”, acusa Mário Nogueira. Há apenas “uma referência genérica ao problema e à necessidade de lhe dar solução, mas, depois, parecendo associar a pré-reforma a essa solução, não deixa perceber se há vontade política para ir além da genérica referência, talvez sentida como obrigatória face à visibilidade da situação”.

 

 

Ler mais
Recomendadas

Fenprof. Cerca de 90% dos docentes preocupados ou com medo de serem infetados nas escolas

Um dos problemas apontados pela maioria prende-se com a dimensão das turmas, que não sofreu alterações, impedindo um maior distanciamento dentro das salas de aulas, segundo as respostas que vieram de professores de todos os níveis de ensino.

Assembly organiza duas semanas de ‘bootcamps’ tecnológicos para crianças

Os alunos vão poder programar robôs para jogar futebol, criar jogos em 3D e aprender mais sobre os mods em Minecraft.

Professores marcam greve nacional para 11 de dezembro

A Fenprof anunciou esta sexta-feira a marcação de uma greve nacional para 11 de dezembro de educadores de infância e de professores do ensino básico e secundário, que engloba tanto o ensino presencial como à distância.
Comentários