‘Fintech’ crescem em Portugal apesar da pandemia, revela relatório

De acordo com o “Portugal Fintech Report 2020”, apresentado esta manhã pela Associação Portugal Fintech, “a maior parte das ‘fintechs’ em Portugal situa-se nos verticais de ‘pagamentos e transferências’, ‘insurtech’ e ‘criptomoeda’, estando 43% na fase de ‘seed’” (fase inicial de desenvolvimento).

As ‘fintechs’, empresas de inovação no setor financeiro, têm vindo a consolidar as vendas, apesar da pandemia, e encaram cada vez mais Portugal como um “país de eleição” para a sua expansão internacional, segundo um estudo hoje divulgado.

De acordo com o “Portugal Fintech Report 2020”, apresentado esta manhã pela Associação Portugal Fintech, “a maior parte das ‘fintechs’ em Portugal situa-se nos verticais de ‘pagamentos e transferências’, ‘insurtech’ e ‘criptomoeda’, estando 43% na fase de ‘seed’” (fase inicial de desenvolvimento).

Para além da análise sobre o ecossistema ‘fintech’ em Portugal, a associação voltou a apresentar nesta quarta edição do relatório as 30 ‘fintechs’ portuguesas que se destacaram em 2020 e que até hoje já angariaram, no total, “mais de 275 milhões de euros em investimento”.

Destacando o “financiamento alternativo”, “pagamentos e transferências” e “‘blockchain’ e criptomoeda” como “os verticais com maior financiamento”, a associação adianta que, “em média, 30% do financiamento provém de investidores internacionais”.

Este ano, a Portugal Fintech destacou também sete ‘fintechs’ emergentes e oito internacionais a operar em Portugal.

“O ecossistema está a crescer e a prova disso são não só as empresas que estão a destacar-se pelos seus resultados e no número de colaborações com ‘players’ maduros, mas também pela qualidade de novas ‘fintechs’ a nascer em Portugal e pelas internacionais que já olham para o nosso país como ‘hub fintech’ onde querem estar”, explica o fundador da Portugal Fintech, João Freire de Andrade, citado num comunicado.

O relatório hoje divulgado revela que “há uma maior abertura de ‘players’ mais maduros para a inovação” e que se associam a ‘fintechs’ de forma a “acelerarem os seus processos de digitalização”.

As parcerias entre a Visa e a Settoo e entre o Millennium BCP e a Visor.ai são alguns dos exemplos “de sucesso” desta cooperação entre ‘fintechs’ e instituições financeiras apontados no relatório.

Para além de fornecer dados sobre talento, capital, investimento e regulamentação no setor, o relatório hoje divulgado inclui ainda entrevistas sobre o ecossistema da inovação financeira em Portugal, com personalidades como Manuela Veloso, ‘head of AI Research’ da JP Morgan Chase, Ben Marrel, fundador do fundo de investimento Breega, Chris Skinner, diretor não executivo da 11:FS, ou André de Aragão Azevedo, secretário de estado para a Transição Digital.

“Novos ‘players’, como as ‘fintechs’, têm trazido um novo fôlego ao mercado português, com novas ideias e tecnologias que, aliadas aos pagamentos tradicionais, estão a beneficiar os consumidores que procuram uma experiência integrada. Hoje, mais do que nunca, devido à atual situação pandémica, a indústria está a abraçar o mundo digital e, portanto, acreditamos que a colaboração é a chave para levar o setor mais além”, afirma a ‘Head of Fintechs Delivery’ da VISA, citada no comunicado.

Segundo Jana Lvova, “por acreditar que esse é o caminho certo, a Visa tem trazido diversas ‘fintechs’ para o seu ecossistema, para que possam aumentar o seu potencial neste mercado tão competitivo”.

A Portugal Fintech é uma associação sem fins lucrativos focada no apoio ao crescimento das empresas de tecnologia financeira, nomeadamente através da agilização da relação destas empresas com reguladores, talento, incumbentes e investidores.

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