Fitch espera que 20 bancos europeus apresentem bons resultados líquidos no terceiro trimestre

Numa análise a 20 bancos europeus, onde não consta nenhum português, a Fitch realça que a maioria dos bancos tem lucros sólidos este ano, apoiados por mercados de capitais dinâmicos e por uma recuperação da banca comercial.

Reinhard Krause/Reuters

Os resultados dos maiores bancos europeus no terceiro trimestre 2021 devem demonstrar que os lucros dos bancos continuam a recuperar, embora mais lentamente do que no primeiro semestre de 2021, refere esta segunda-feira a agência Fitch Ratings. que analisou 20 bancos europeus, onde não está incluído nenhum banco português.

Ainda assim, recuperações (curas) e uma redução das imparidades para crédito irão justificar a subida dos lucros dos bancos.

“Esperamos que a maioria dos 20 grandes bancos cobertos no nosso mais recente relatório trimestral reportem lucros do 3º trimestres deste ano, acima dos níveis pré-pandémicos. Ajudados por um baixo nível de imparidades para crédito (LICs) depois de um aumento significativo em 2020. No entanto, as imparidades para crédito LICs podem vir a aumentar mais tarde, ainda este ano, ou em 2022, à medida que os apoios aos devedores forem expirando”, refere a Fitch.

Na lista de bancos analisados estão o Credit Agricole, o Deutsche Bank, o Lloyds Banking Group plc, o HSBC, o Credit Suisse Group AG, o NatWest Group plc, o ING Groep, o BNP Paribas, o Standard Chartered PLC, o Intesa Sanpaolo, o CaixaBank, o Barclays plc, o Banco Bilbao Vizcaya Argentaria, o Banco Santander, o Nordea Bank, o Danske Bank, o Groupe BPCE, o UBS, o UniCredit e o Societe Generale.

O desempenho da maioria dos 20 grandes bancos europeus neste relatório superou as expectativas da Fitch. A banca de retalho e comercial beneficiou da recuperação económica, apesar das baixas margens de juro líquidas.

Os bancos estão bem posicionados para absorver a potencial pressão sobre a qualidade dos ativos quando os apoios aos clientes bancários expirarem neste outono.

A capitalização é um ponto forte na maioria dos bancos. “Esperamos um aumento na distribuição dos lucros aos acionistas agora que os reguladores suspenderam as restrições, mas os planos anunciados até agora não afetarão materialmente a solidez do capital”, diz a Fitch no relatório.

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