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Forma como decorreram eleições “foi um hino ao poder local democrático”

Castro Almeida garantiu que, da parte do Governo, “há toda a vontade de ter um diálogo produtivo e proveitoso com os novos autarcas eleitos”, em diálogo com a ANMP e a Anafre, que passarão a ser lideradas pelo PSD, vencedor das eleições de domingo. Desagregação das freguesias é um dos primeiros temas a exigir articulação entre o poder central e o poder local, disse o ministro no Parlamento.
14 Outubro 2025, 10h48

O ministro da Economia e da Coesão Territorial saudou a forma como decorreram as eleições autárquicas de domingo, “um hino ao poder local democrático”. “Uma das principais conquistas do 25 de Abril e da Constituição de 76 que tem um saldo positivo na vida dos portugueses”, frisou Castro Almeida no arranque da intervenção da audição na Comissão de Reforma do Estado e do Poder Local, esta terça-feira no Parlamento.

O governante desejou a todos os autarcas eleitos “boa sorte”, lembrando que é, além disso, necessária “disponibilidade” para cumprir os compromissos com que cada um se comprometeu, “porque é assim que se dignifica a democracia e é assim que deve comportar-se um poder local responsável”.

Castro Almeida deixou ainda uma “palavra de agradecimento” a todos os autarcas que abandonaram funções, 89 dos quais porque atingiram a limitação de mandatos, e aos que se apresentaram a eleições e não conseguiram ganhar.

O ministro quis também deixar a garantia de que, da parte do Governo, “há toda a vontade de ter um diálogo produtivo e proveitoso com os novos autarcas eleitos”, com a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e com a Associação Nacional de Freguesias (Anafre), que passarão a ser liderados pelo PSD, na sequência da vitória do partido nas autárquicas de domingo.

“Temos várias coisas para fazer e queremos fazê-lo articuladamente. Queremos fazê-lo, de preferência, em bom entendimento e cooperação. É esse o propósito do Governo”, assinalou  Castro Almeida, nomeando a desagregação das freguesias que está em curso como um dos pontos onde se exige a articulação entre o poder central e o poder local.

Nas eleições de domingo, o PSD (sozinho ou coligado) conquistou 136 câmaras municipais e o PS, que antes tinha a maioria das autarquias, alcançou 127.

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