Funchal apresenta candidatura à Comissão Europeia para preservação de espécies no Parque Ecológico

O projeto é realizado em parceria com a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, e “visa a conservação de espécies e habitats prioritários numa área de 372 hectares, tem uma duração prevista de cinco anos e contempla um investimento de 3,7 milhões de euros, que se encontra neste momento em fase de avaliação, seria financiada a 60% pelo programa LIFE”, refere a autarquia.

A Câmara Municipal do Funchal apresentou uma candidatura ao programa Life, instrumento financeiro da Comissão Europeia para a execução, atualização e desenvolvimento das políticas e Estratégias Europeias na área do Ambiente.

“O projeto, realizado em parceria com a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, visa a conservação de espécies e habitats prioritários numa área de 372 hectares, tem uma duração prevista de cinco anos e contempla um investimento de 3,7 milhões de euros, que se encontra neste momento em fase de avaliação, seria financiada a 60% pelo programa LIFE”, refere a autarquia.

“A conservação de espécies e habitats prioritários proposta pela Câmara Municipal do Funchal passa pela implementação de medidas de gestão sustentáveis, especialmente através do controlo de espécies invasoras em linhas de água, recuperação de habitats, criação de corredores ecológicos para as espécies polinizadoras ao longo de um gradiente de altitude, e recuperação de derrocadas e vegetação nativa de altitude com produção de plantas nativas, compatibilizando a conservação da natureza com as atividades turísticas e de lazer que a Autarquia tem vindo a promover ativamente no parque”, afirmou Miguel Gouveia, presidente da Câmara Municipal do Funchal.

O autarca sublinhou ainda o trabalho que tem sido desenvolvido entre o Funchal e a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, “uma ONG que tem como missão desenvolver trabalhos para o estudo e a conservação das aves e dos seus habitats, e que conta com uma vasta experiência em projetos desta natureza”.

Miguel Gouveia expressou a sua confiança de que o Funchal possa ser escolhido pela Comissão Europeia para receber este investimento substancial, “ao abrigo de um instrumento com a preponderância e a notoriedade do Programa LIFE”.

O município contudo salientou que os incêndios e as espécies invasoras têm exercido “um impacto muito negativo” nos habitats nativos da ilha da Madeira, acrescentando que o Parque Ecológico do Funchal, outrora “um importante enclave de biodiversidade a nível regional, com presença de espécies vegetais exclusivas da Madeira e com nidificação de espécies como o pombo-trocaz, o fura-bardos e o patagarro, aves com interesse de conservação, tem sido violentamente fustigado por incêndios florestais”.

Projeto para Parque Ecológico está assente em cinco prioridades

A autarquia sublinha que cerca de metade da área do Parque Ecológico do Funchal é Rede Natura 2000 (RN2000), Zona Especial de Conservação do Maciço Montanhoso Central e, além de núcleos de espécies raras, como a sorveira, nesta zona encontram-se importantes núcleos de vegetação de altitude altamente degradados, sendo urgente a sua recuperação e gestão sustentável.

Nesse sentido o presidente da Câmara do Funchal reforça que o projeto que o município tem para o Parque Ecológico é, “de uma mais-valia inquestionável”, e pretende ser um modelo sustentável de gestão de áreas RN2000,

Este projeto está focado em cinco áreas, explicou o autarca: Recuperar habitats prioritários de altitude, através do controlo de espécies invasoras e da produção de plantas nativas; Recuperar linhas de água e criar corredores ecológicos ao longo de um gradiente altitudinal, promovendo a recuperação da biodiversidade; Testar e demonstrar o uso de técnicas de engenharia natural na recuperação de habitats; Gestão sustentável da área, com a compatibilização das atividades turísticas e de lazer e promoção de voluntariado na recuperação de habitats de RN2000; Sensibilização da comunidade local sobre os impactos das espécies invasoras na biodiversidade.

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