Fundador da Huawei considera Estados Unidos um “farol de tecnologia”

Joe Biden sucedeu a Donald Trump na Casa Branca, mas não se conhecem as pretensões do 46.º presidente dos EUA no caso da Huawei. A empresa chinesa também nunca se pronunciou sobre as suas perspetivas para a nova administração norte-americana.

Fundador e presidente executivo da Huawei, Ren Zhengfei

O fundador da Huawei, Ren Zhengfei, considera que os Estados Unidos continuam a ser um “farol de tecnologia” que deve ser seguido, de acordo com o teor de uma carta de Zhengfei aos trabalhadores da empresa, citada esta sexta-feira, 22 de janeiro, pela “Reuters”. A missiva data de junho de 2020, mas é a primeira a ser partilhada numa altura em que a administração Biden inicia trabalhos. Washington ainda mantém restrições à empresa.

Apesar de ter a tecnologia do Tio Sam em boa conta, de acordo com a Reuters, a carta do fundador da gigante chinesa salienta que as ações norte-americanas penalizaram a Huawei, cuja estratégia revelou “grande incompatibilidade” com as capacidades de resposta da empresa. “A empresa terá que reavaliar algumas linhas de produtos e considerar o corte de alguns produtos e funcionários que são improdutivos”, lê-se na missiva.

A carta de Ren também adianta que, embora a empresa mantenha sua estrutura salarial inalterada nos próximos três a cinco anos, centenas de “quadros” seniores aceitaram voluntariamente baixar as suas remunerações.

Joe Biden sucedeu a Donald Trump na Casa Branca, mas não se conhecem as pretensões do 46.º presidente dos EUA quanto ao caso da Huawei. A Huawei também nunca se pronunciou sobre as suas perspetivas para a nova administração norte-americana. Facto é que Donald Trump fez da empresa chinesa um alvo, acusando-a de representar um risco em matéria de cibersegurança, e lançou uma campanha internacional para  que países aliados bloqueassem a empresa, no âmbito do 5G. Na Europa, Suécia e Reino Unido baniram a Huawei da nova rede móvel.

Acresce que a empresa está numa “lista negra” do Departamento do Comércio dos EUA, organismo que dias antes de Trump abandonar a Sala Oval notificou fornecedores norte-americanos da Huawei, como a Intel, avisando que iria revogar licenças para estas trabalharem com a empresa chinesa.

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