GeoCapital vai deixar Caixa Económica de Cabo Verde

A sociedade de Macau, segunda maior acionista da Caixa Económica de Cabo Verde, decidiu vender a totalidade das ações que detém neste banco cabo-verdiano. A GeoCapital vai deixar a CECV, precisamente, nove anos depois de ter adquirido ao Montepio Geral 95.476 títulos.

A GeoCapital, Gestão de Participações, S.A., segundo maior acionista da Caixa Económica de Cabo Verde (CECV) decidiu vender a totalidade das ações que detém neste banco cabo-verdiano. A intenção de venda está a ser publicitada nos principais jornais de Cabo Verde e já foi comunicada ao Banco de Cabo Verde, tendo seguido os trâmites legais.

A GeoCapital  é dona  de 381. 904 (trezentos e oitenta e um mil, novecentos e quatro ações, equivalente a 27,44% do capital social  da CECV.

Segundo o Presidente da Comissão Executiva da CECV, António Moreira Semedo, a decisão da GeoCapital  pode ser entendida como uma “opção estratégica” do grupo de Macau para refazer o seu negócio nos países onde está presente.

As ações serão vendidas através da Bolsa de Valores de Cabo Verde, mediante oferta particular, nos termos do artigo 185º do Código de Mercado de Valores Mobiliários, o que significa que a intenção da GeoCapital é encontrar um investidor “qualificado” que possa comprar a totalidade da  participação  que detém na CECV.

A GeoCapital vai deixar a CECV, precisamente, nove anos depois de ter adquirido ao Montepio Geral 95.476 (noventa e cinco mil quatrocentos e setenta e seis) ações, o que representava 27,41% do capital social da Caixa.

Com sede em Macau, a GeoCapital é uma sociedade anónima que atua nas áreas da banca, das infraestruturas e dos biocombustíveis. Além de Cabo Verde, tem negócios em Portugal, Moçambique e Guiné Bissau. A GeoCapital foi criada em 2006 para potenciar os negócios gerados pelo Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os países de língua portuguesa, conhecida como Fórum Macau, tendo como figura mais expressiva o empresário Stanley Ho.

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