O ex-candidato presidencial Gouveia e Melo deu indicações para que as lonas dos seus outdoors de campanha eleitoral sejam retiradas e depois entregues na Proteção Civil de Ourém para minorar os efeitos da destruição da depressão Kristin.
Esta decisão do ex-chefe do Estado-Maior da Armada e coordenador do plano de vacinação contra a covid-19 foi hoje transmitida à agência Lusa por fonte oficial da candidatura do almirante.
Segundo dados da direção da candidatura do almirante, ao longo do período de campanha eleitoral para a primeira volta das eleições presidenciais, que se realizaram no passado dia 18, foram espalhados pelo país cerca de 170 outdoors.
Um número de outdoors que a direção de campanha de Gouveia e Melo diz ser “muito inferior” em comparação com os seus adversários apoiados por partidos, sobretudo António José Seguro, André Ventura, Cotrim Figueiredo e Marques Mendes.
Gouveia e Melo, que se candidatou a Presidente da República sem o apoio de qualquer partido, ficou em quarto lugar na primeira volta das eleições presidenciais, no passado dia 18. O ex-chefe do Estado-Maior da Armada obteve 12% dos votos, tendo ficado atrás de António José Seguro (31%), André Ventura (23%) e Cotrim Figueiredo (16%), mas à frente de Marques Mendes (11%).
Antes de ter coordenado o plano de vacinação contra a covid-19, enquanto chefe militar, Gouveia e Melo foi destacado pelas Forças Armadas para as operações do incêndio de Pedrógão Grande, em 2017, e pela passagem do ciclone Lorenzo, nos Açores, em 2019, entre outras missões.
Na semana passada, a passagem da depressão Kristin pelo território continental nacional causou cinco mortes diretamente associadas a esta intempérie.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados. Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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