Governador do Banco de Cabo Verde não vai renovar mandato

João Serra anunciou que sairá do banco central cabo-verdiano em dezembro. “Até lá, continuo a ser governador, assumindo na plenitude as minhas responsabilidades”, disse.

O governador do Banco de Cabo Verde (BCV), João Serra, revelou esta terça-feira, na Praia, que não vai continuar à frente da instituição depois do final do mandato, que termina no próximo mês de dezembro”.

“Não vou continuar à frente do BVC. Fui lá para fazer um mandato (…), de modo que estou de saída, mas, até lá, continuo a ser governador, assumindo na plenitude as minhas responsabilidades e continuando a dar o meu contributo para a afirmação do banco central”, disse João Serra, à saída de um encontro com o Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca.

João Serra garantiu, no entanto, que sempre teve uma “boa relação” com o governo cabo-verdiano e com o ministro das Finanças local, Olavo Correia, que foi seu “colega de universidade”. Aos jornalistas, reforçou a ideia de que, desde o início, prometeu que estaria no banco central apenas durante um mandato.

“Não há ainda nenhuma conversa, mas o que eu posso avançar é que estou lá para um mandado”, sublinhou, garantindo, que vai deixar o BCV mais independente e a cumprir as suas atribuições.

João Serra substituiu Carlos Burgo como governador do BCV, que terminou o mandato em agosto de 2014, e foi empossado a 29 de dezembro do mesmo ano.

Recomendadas

Comunidade Económica da África Ocidental quer moeda única em 2020

Os 15 países da CEDEAO reafirmaram esta segunda-feira, em Abidjan, o objetivo de lançar uma moeda única em 2020, apesar dos “desafios” deste projeto pensado há 30 anos.

Cabo Verde Fast Ferry aumenta viagens na época festiva

A partir desta segunda-feira, o navio Kriola faz viagens todos os dias, sendo na segunda Brava – Fogo – Praia e vice – versa.

Portugal pode ajudar em alternativas à eletrocussão de cães vadios em Cabo Verde

O vereador considera que o problema do excesso de cães na cidade da Praia não se resolve com o abate, mas reconhece que a medida tem de ser determinada sempre que “a quantidade de cães ultrapassa o equilíbrio”.
Comentários