O Governo admite estudar o enterro de linhas elétricas depois do temporal que se abateu sobre o país na semana passada e que danificou mais de 5 mil km de linhas elétricas e mais de 800 postes de eletricidade.
“Ao nível da rede elétrica, é preciso pensar nas nossas estruturas de forma diferente”, disse hoje a ministra do Ambiente e da Energia, apontando que é preciso “expandir e modernizar” a rede, incluindo “equacionar fazer algumas linhas enterradas”.
Maria da Graça Carvalho destacou que Portugal só conta com 20% de linhas enterradas, muito abaixo dos níveis de Espanha e Itália que chegam a atingir 40%.
Apontou que até recentemente, as tempestades eram “muito raras” em Portugal.
Ao nível financeiro, avisou que estas linhas são “muito mais caras”.
“É sempre necessário fazer um balanço pois é pelo consumidor ou pelo contribuinte”, isto é, via fatura de eletricidade ou Orçamento do Estado, respetivamente.
Em conferência de imprensa esta segunda-feira, disse também que “Portugal está atento ao pacote europeu das redes” elétricas.
Nesse sentido, sublinhou que Portugal e Espanha vivem “praticamente numa ilha de eletricidade”, quase isolados do resto da Europa.
“Também precisamos de redes mais modernas, resilientes. É preciso renovar redes, pois têm muitos anos”, com a sua maioria a datar das décadas de 70 e 80.
Ao mesmo tempo, há uma cada vez “maior penetração de energias renováveis, cada vez mais eventos extremos. Precisamos de maior resiliência nas infraestruturas críticas”.
Mais de 5 mil km de rede elétrica danificada em todo o país com tempestade Kristin
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