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Governo aperta médicos: ou estão no SNS ou deixam de poder trabalhar à tarefa

Ministério da Saúde também quer que os médicos que se desvincularam do SNS nos últimos três anos deixem de poder ser contratados à tarefa. Projeto da ministra Ana Paula Martins ainda terá de ir a discussão com os sindicatos.
Ministra da Saúde Ana Paula Martins SNS
A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, fala aos jornalistas após a reunião do Conselho de Ministros sobre o Plano de emergência e transformação na saúde, realizada na Residência Oficial, em São Bento, Lisboa, 29 de maio de 2024. FILIPE AMORIM/LUSAfilipe a
22 Agosto 2025, 10h43

O Governo vai fechar a torneira aos médicos recém-especialistas: ou assinam contrato, ocupam as vagas, e ficam vinculados ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) ou deixarão de poder trabalhar como prestadores de serviços (vulgo “tarefeiros”) nas unidades públicas.

A intenção é avançada na edição desta sexta-feira, 22 de agosto, pelo jornal Expresso. A jornalista Alexandra Campos explica que o Ministério da Saúde definiu regras e restrições para “disciplinar” o recurso a prestadores de serviços — a maior parte dos quais são hoje pagos à hora para tapar buracos nas desfalcadas escalas das urgências do SNS.

Segundo a versão preliminar do projeto de decreto-lei que visa regulamentar as prestações de serviço a que o Expresso teve acesso, essas restrições “implicarão também que os médicos que se desvincularam do SNS nos últimos três anos deixem de poder ser contratados à tarefa”.

Muitos serviços de urgência estão reféns da contratação de médicos prestadores de serviços que chegam a ganhar 100 euros por hora.


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