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Governo apresenta prioridades da investigação e Inovação no âmbito da nova agência AI2

Futuro da ciência e da inovação está em discussão esta terça-feira, 24, no Técnico Innovation Center, em Lisboa, com ministro Fernando Alexandre a abrir os trabalhos e Manuel Castro e Almeida, da Economia e da Coesão Territorial, a encerrar. Maria do Rosário Partidário, coordenadora da equipa de trabalho, apresenta a verão final da metodologia para a definição das prioridades nacionais de investigação e inovação.
epa12518706 Portugal’s Education, Science and Innovation Minister Fernando Alexandre (L) attends the conference ‘Digital equity = Educational justice’ of the Web Summit Lisbon 2025, in Lisbon, Portugal, 11 November 2025. Web Summit 2025, considered the largest technology conference in the world, runs from 10 to 13 November. EPA/ANTONIO PEDRO SANTOS
24 Fevereiro 2026, 07h36

O Governo escolheu o Técnico Innovation Center, em Lisboa, para receber esta terça-feira, 24, o debate sobre as prioridades nacionais nas áreas da investigação e da inovação, no âmbito da criação da nova Agência para a Investigação e Inovação (AI2).

Maria do Rosário Partidário, coordenadora da equipa apresenta a versão final da metodologia, após a incorporação dos contributos das entidades auscultadas, nomeadamente, do sistema científico e tecnológico, setor empresarial, administração pública e da sociedade civil.

Já Eugénio Campos Ferreira apresenta a análise do ecossistema científico, tecnológico e de inovação nacional, na sequência do Grupo de Trabalho criado pelo Executivo para o efeito e que coordenou.

O encontro é organizado pelos Ministérios da Educação, Ciência e Inovação e Economia e da Coesão Territorial e conta com intervenções de Fernando Alexandre, na abertura, e Manuel Castro Almeida, no encerramento. Raúl Fangueiro e Adélio Mendes, membros do Conselho Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI), revelam as principais recomendações deste órgão consultivo do Governo.

A chefe da Divisão de Política de Ciência e Tecnologia da OCDE, Alessandra Colecchia aborda o tema Science, Technology and Innovation Outlook 2025 – Driving change in a shifting landscape, e Ricardo Reis, professor da London School of Economics, coordenador da Comissão de Acompanhamento que vai monitorizar o processo de definição das prioridades nacionais de Investigação e Inovação, analisa as Grandes tendências globais e desafios de Portugal e da Europa.

O estado atual da investigação e da inovação dá o mote a um debate, moderado pelo presidente do CNCTI, Carlos Oliveira, no qual participam Paulo Jorge Ferreira, presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas e reitor da Universidade de Aveiro, Orlando Rodrigues, membro da Comissão Permanente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos e presidente do Instituto Politécnico de Bragança, Hermínia Vilar, reitora da Universidade de Évora, Jorge Portugal, diretor-Geral da COTEC Portugal, e Eugénio Campos Ferreira.

Da parte da tarde, o debate centra-se na versão final da metodologia. Maria do Rosário Partidário modera o painel onde intervêm Helena Canhão, secretária de Estado da Ciência e Inovação, João rui Ferreira, secretário de Estado da Economia, Madalena Alves, presidente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), e António Grilo, presidente da Agência Nacional de Inovação (ANI).

O Decreto-Lei n.º 132/2025, que cria a Agência para a Investigação e Inovação, que resulta da fusão da Agência Nacional de Inovação (ANI) com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), foi publicado em Diário da República na véspera de Natal, 24 de dezembro.

Fernando Alexandre apresenta a AI² como um novo paradigma na gestão do investimento em investigação e inovação, com um foco no médio e longo prazo” e salienta os seus benefícios: “mais impacto social e económico”, além “de corrigir as fragilidades identificadas, de modo a melhorar o serviço a toda a comunidade”.

A AI² terá um mandato definido em Resolução do Conselho de Ministros, financiamento plurianual proveniente de receitas de impostos e de outras fontes públicas e privadas. O  contrato-programa tem uma carta de missão e a duração de cinco anos, o que, salienta o ministro visa “garantir estabilidade e previsibilidade aos investigadores e inovadores”.

“Além de promover a investigação fundamental, permitirá reforçar a ligação da investigação e do desenvolvimento tecnológico ao tecido empresarial, à administração pública e ao sector social, alavancando novas oportunidades para os beneficiários. Está igualmente assegurado o financiamento da educação doutoral, das carreiras científicas, das instituições e das infraestruturas científicas e tecnológicas”.


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