Governo bloqueia licenças para novos projetos solares em Portugal

No total seriam quase 800 milhões de euros de investimento potencial nas novas centrais, que se concentram sobretudo no Algarve e Alentejo. Contudo, após a saída de Seguro Sanchez do Governo, o discurso mudou e as licenças para a construção de centrais fotovolotaicas, num total de 1, 5 mil megawatts, são agora um número excessivo.

Até 2021, deveriam nascer em Portugal 31 novas centrais solares fotovoltaicas, num total de mil megawatts de licenças que o Governo aprovou em regime de mercado, ou seja, sem dinheiro a tarifas subsidiadas. Esta promessa não concretizada feita pelo antigo secretário de Estado da Energia, Seguro Sanchez, foi relembrada na edição desta quarta feira do ”Jornal de Notícias” (JN).

No total seriam quase 800 milhões de euros de investimento potencial nas novas centrais, que se concentram sobretudo no Algarve e Alentejo. Contudo, após a saída de Seguro Sanchez do Governo e a entrada de João Galamba para a mesma posição, num espaço de seis meses o discurso do Governo mudou e as licenças para a construção de centrais fotovolotaicas, num total de 1,5 mil megawatts, são agora um número excessivo.

O sistema de licenciamento foi pensado para obter uma “licença depressa mas pouco pensado para começar a produzir depressa”, como disse o próprio ministro. Os trabalhos demoram a arrancar no terreno, os investimentos também tardam, e já foi mesmo ordenado um levantamento exaustivo e inspeção às licenças passadas. Contactada pelo ”Dinheiro Vivo”, a secretaria de Estado da Energia não respondeu às questões enviadas.

O objetivo passa por detetar eventuais situações de “especulação com licenças” nos projetos de energia solar. Ao ”Público”, o novo secretário de Estado admitiu mesmo “suspeitas sobre a seriedade das intenções em torno de algumas das novas licenças atribuídas”.

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