Governo britânico estuda nacionalização da British Airways

British Airways poderá estar a perder 217 milhões de euros por semana face à queda da procura e o aumento dos custos, face aos efeitos económicos da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

O governo de Boris Johnson está a estudar a possibilidade de adquirir participações significativas no capital de empresas britânicas de vários setores, para evitar que entrem em falência por causa dos impactos económicos que a pandemia do novo coronavírus está a provocar. A nacionalização da British Airways, integrada no grupo IAG – com Iberia, Vueling e Aer Lingus – está, por isso, em cima da mesa, segundo o jornal espanhol Expansión. Uma nacionalização parcial da Virgin Atlantic e da easyJet também poderá ser ponderada.

Mais de 70% da frota do grupo IAG está em terra e, segundo fontes citadas pelo jornal espanhol, a British Airways poderá estar a perder 217 milhões de euros por semana face à queda da procura e o aumento dos custos. A situação é vista de tal forma critica que Willie Walsh, o presidente executivo do grupo, que deveria ser substituído pelo CEO da Iberia, Luis Gallego, no final de março, vai permanecer no cargo.

O Governo britânico pretenderá, por isso, injetar milhões de libras na British Airways em troca de ações que, passado algum tempo, seriam vendidas a investidores privados.

Mas a nacionalização da British Airways, a maior companhia aérea britânica, não seria uma operação simples. Os direitos económicos da transportadora aérea revertem 100% para o grupo IAG, mas a maioria dos direitos políticos da British Airways depende de uma fundação que não participa na gestão da empresa. Para entrar na companhia aérea, o executivo de Boris Johnson  exigiria, segundo o Expansión, limitações ao pagamento de dividendos ao grupo IAG.

Um outro cenário que estará em cima da mesa é um resgate conjunto entre britânicos e espanhóis ao nível do grupo IAG.

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