Governo da Venezuela denuncia ataque à embaixada no Peru

O Governo da Venezuela denunciou este domingo atos de violência cometidos contra a sua embaixada no Peru durante uma manifestação ocorrida em Lima no sábado à noite, que incluiu o arremesso de pedras àquela representação diplomática.

O executivo de Nicolás Maduro “denunciou os atos de violencia registados (…) perante a atitude contemplativa e inação das forças de segurança, contrária à Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas e Consulares”, referiu, em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela.

Caracas exigiu que as autoridades peruanas garantam a integridade do pessoal diplomático e consular da Venezuela, bem como a segurança das suas sedes e instalações.

“Do mesmo modo, recorda a necessária adesão e cumprimento dos compromissos internacionais adquiridos pelo estado peruano com as populações migrantes e exige pleno respeito pela integridade dos cidadãos venezuelanos que dão vida a esse país”, continua a carta.

No documento, a Venezuela reiterou a sua rejeição às “inaceitáveis campanhas de discriminação e xenofobia contra a comunidade venezuelana no Peru, exige o seu fim e rejeita a divulgação de mensagens anti-venezuelanas para obter ganhos eleitorais por alguns setores políticos daquele país”.

Nas últimas semanas tem crescido a animosidade entre um grupo de venezuelanos e peruanos, após eventos violentos que foram amplamente divulgados nas redes sociais e que resultaram na morte de um cidadão de cada país.

Num primeiro momento, circulou um vídeo que mostrava o assassinato de um venezuelano no Peru, alegadamente após ter-se recusado a pagar uma extorsão, e depois surgiu outro em que se via um peruano a ser atirado de uma ponte, um crime supostamente cometido por venezuelanos na Colômbia.

Depois disso houve o protesto em Lima que terminou com o ataque à embaixada, onde os manifestantes gritaram palavras de ordem contra a presença dos venezuelanos naquele país.

No final de janeiro, o governo peruano posicionou as forças armadas na fronteira com o Equador para dissaudir a imigração ilegal, que teria aumentado nas últimas semanas com a chegada clandestina de cidadãos estrangeiros, principalmente venezuelanos, através do país vizinho.

O Peru é, a seguir à Colômbia, o segundo país que alberga mais venezuelanos, com mais de um milhão de entradas desde 2016, segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), que estima em 5,4 milhões o êxodo migratório na Venezuela.

Ler mais
Recomendadas

Portugal entrega vacinas a Cabo Verde e acelera calendário para lusófonos – Santos Silva

“O nosso compromisso político, que assumimos em fevereiro, de destinar pelo menos 5% das vacinas a que temos direitos ao abrigo da contratação pública europeia, para os países lusófonos africanos e para Timor-Leste, começa a ser cumprida com a antecipação do calendário”, afirmou Augusto Santos Silva.

NATO reúne com a Iniciativa Bucareste 9 para preparar cimeira

Os nove países são ex-repúblicas soviéticas ou elos da chamada Corina de Ferro, o que demonstra que a organização tem como um dos temas centrais da cimeira do próximo mês a tentação expansionista russa.

EUA: Produção industrial sobe pelo segundo mês seguido, apesar de constrangimentos no sector automóvel

A indústria norte-americana beneficiou com a reabertura de várias fábricas dos estados do sul afetados pela tempestade de fevereiro, mas a indústria automóvel penalizou o resultado final, com uma queda de 4,3% na produção a refletir as dificuldades causadas pelos atrasos no fornecimento de chips.
Comentários