Governo de Cabo Verde defende transportes regulares para melhorar relações comerciais com África

O ministro Alexandre Monteiro afirmou que o continente africano constitui um mercado único de mais de 1,3 mil milhões de consumidores e de mais de 2.500 mil milhões de dólares de PIB acumulados.

O ministro da Indústria, Comércio e Energia de Cabo Verde, Alexandre Monteiro, defendeu esta terça-feira que a efetividade de transportes regulares é fator determinante para melhorar as relações comerciais que o país tem com o continente africano.

Alexandre Monteiro falava à imprensa, à margem da abertura do workshop comemorativo do Dia da Industrialização em África, intitulado “A perspetiva de Cabo Verde: “Mercado Comum-Oportunidades para a Indústria cabo-verdiana”.

Segundo apontou, “há necessidade” de conectividade com o continente e a efetividade da relação comercial só se concretiza com a existência de transportes regulares e custos competitivos que, ainda, sobretudo de Cabo Verde para o continente e vice-versa, não é regular.

A nível da própria CEDEAO, atestou que neste momento há projeto de conectividade de todos os países, mesmo via terrestre, e o programa estende-se até a cidade da Praia. “Portanto, na relação Praia/Dakar a solução encontrada é via marítima”.

Para melhor conectividade do mercado nacional, avançou que o governo cabo-verdiano tem adotado medidas que vão no sentido de melhorar as acessibilidades, relacionadas com a integração no mercado interno, através de reformas no transporte marítimo e aéreo, enquanto fator fundamental para melhorar a circulação de produtos.

“Com isso, procurando as melhores condições na distribuição de produtos nacionais e a sua inserção no mercado turístico”, complementou.

Alexandre Monteiro afirmou que o continente africano constitui um mercado único de mais de 1,3 mil milhões de consumidores e de mais de 2.500 mil milhões de dólares de Produto Interno Bruto (PIB) acumulados.

Por isso, defendeu, “é uma boa oportunidade” para promover e robustecer o desenvolvimento industrial em África, interligar a cadeia de valor entre os seus países e promover a cooperação aduaneira através de um mercado interno africano mais equilibrado, forte e competitivo.

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