PremiumGoverno espanhol depende do amor em tempo de saldos

Vão longe os tempos em que a oposição jurou apoiar o governo a superar o terrível flagelo da pandemia de Covid-19. O executivo de coligação entre PSOE e Unidas Podemos começa a dar mostras de algum cansaço. Precoce: afinal só governa há 17 semanas.

É uma minudência: entre as várias medidas de desconfinamento decididas pelo governo socialista espanhol de Pedro Sánchez, constava a proibição de os lojistas finalmente de portas abertas lançarem saldos, promoções ou qualquer outro tipo de vendas agressivas, não fossem os sequiosos consumidores caírem na tentação da aglomeração. Uma semana depois, voltou tudo atrás: com os fundos das lojas cheios de stock, as rendas em atraso e os consumidores retidos em parte incerta, as associações industriais e comerciais lançaram um apelo urgente contra a proibição, que o governo acabou por aceitar.

Três dias depois, o líder da oposição – ou um deles, dadas as dificuldades que Sánchez enfrenta no quadro parlamentar – o popular Pablo Casado, dizia tudo numa só frase: “O que resta da legislatura será uma provação”. Sendo muito o que resta (Sánchez foi empossado na segunda semana deste ano), tudo aponta para que o executivo de coligação (parto extremamente difícil que obrigou mesmo a novas eleições que se afiguraram completamente evitáveis) passe quatro anos a navegar à vista.

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