Governo mantém matriz de risco mas altera critérios para concelhos com menos população

“Entendemos, chegados a esta fase, poder fazer uma alteração muito importante: ter em conta a clara distinção que existe entre os territórios de baixa densidade – que ocupam mais de 2% do território nacional – e as restantes áreas do território continental”, disse António Costa.

O Governo alterou os critérios de risco da Covid-19 para os concelhos de baixa densidade populacional, mantendo a tradicional matriz colorida que define os próximos passos dos portugueses.

“Entendemos, chegados a esta fase, poder fazer uma alteração muito importante: ter em conta a clara distinção que existe entre os territórios de baixa densidade – que ocupam mais de 2% do território nacional – e as restantes áreas do território continental”, disse António Costa, no briefing da reunião do Conselho de Ministros que se realizou esta quarta-feira.

O primeiro-ministro explicou que o Executivo aprovou esta diferenciação essencialmente por dois motivos: o risco é menor nas zonas com menos pessoas do que nas áreas metropolitanas e o critério de aplicação da taxa de incidência é “fortemente penalizador” para esses territórios. Logo, os concelhos de baixa densidade populacional só entram na lista de alerta quando têm o dobro de contágios por 100 mil habitantes em 14 dias do que no resto do país (no limiar dos 120 ou dos 240 novos casos de infeção).

Os critérios de risco servem para definir o plano de desconfinamento dos municípios – ou seja, se dão o passo em frente, estagnam ou recuam no processo.

Só nas últimas 24 horas registaram-se mais de 700 novos casos de Covid-19 em Portugal. Contudo, cerca de 1,9 milhões de pessoas receberam as duas doses da vacina contra a Covid-19, o que corresponde a 19% da população portuguesa, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS). No total, 3.757.395 portugueses receberam a primeira dose, ou seja 36% dos habitantes do país, de acordo com a DGS.

Notícia atualizada às 15h15

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