Governo prevê desemprego de 9,6% este ano e 8,7% em 2021

A previsão consta do cenário macroeconómico que integra o Programa de Estabilização Económica e Financeira e não tinha sido divulgada na quinta-feira aquando da apresentação do plano pelo Primeiro-ministro.

António Costa | Twitter

O Governo prevê uma taxa de desemprego este ano de 9,6% e de 8,7% em 2021, segundo o cenário macroeconómico que integra o Programa de Estabilização Económica e Financeira.

A resolução do Conselho de Ministros que aprova este programa foi publicada no sábado à noite no suplemento do Diário da República e inclui as previsões do Governo para 2020 e 2021, que não tinham sido apresentadas na quinta-feira, na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do executivo.

“Em virtude do efeito das medidas de apoio ao emprego adotadas (no âmbito da pandemia da Covid-19), estima-se que a redução no emprego seja significativamente inferior à redução do PIB”, lê-se nas explicações que acompanham o quadro macroeconómico.

Em 2019, a taxa de desemprego foi de 6,5%, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) citados no documento.

O cenário macroeconómico traçado pelo Governo indica também que a capacidade de financiamento da economia portuguesa deverá permanecer positiva em 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, uma redução de 0,5 pontos percentuais em relação a 2019 (0,8%). No próximo ano, deverá ser de 0,6% do PIB.

A descida é justificada com a “redução esperada no saldo da balança de bens e serviços”, segundo o executivo, acrescentando que “a balança de capital deverá continuar a contribuir positivamente para a capacidade de financiamento da economia”.

O Governo apresenta na terça-feira a proposta de orçamento suplementar deste ano.

Ler mais

Recomendadas

Portugal continua com menos gente e cada vez mais velho

Uma população mais pequena, mais idosa, mas com poucas diminuições na percentagem em risco de pobreza. Tendência de decréscimo populacional e envelhecimento poderia ser ainda mais notória, não fosse o saldo migratório

Exportações de vestuário caem 43% em maio

A tendência de queda manteve-se em maio, com a indústria de vestuário a ter uma queda de 43% de envios para o exterior. Desde o início do ano, as empresas do setor perderam mais de 300 milhões de euros em exportações.

Vice-presidente da Comissão Europeia concorda com preocupações da CIP

Carta enviada em abril por António Saraiva a Ursula von der Leyen obteve resposta do seu “vice”. Valdis Dombrovskis defende “que a Europa deve estar equipada com os instrumentos necessários para enfrentar as consequências económicas e sociais da crise”.
Comentários