Groundforce não renovou contrato com 285 trabalhadores

Na missiva, a que a Lusa teve acesso, Paulo Neto Leite, presidente executivo da Groundforce, indicou que, no dia 20 de outubro já tinha informado a equipa de que não seria possível “renovar o contrato de 285 colegas”.

A empresa de ‘handling’ Groundforce, que presta assistência em terra nos aeroportos, não renovou contrato com 285 trabalhadores, mas conseguiu fazê-lo em 76 casos, adiantou o presidente da empresa, numa nota interna.

Na missiva, a que a Lusa teve acesso, Paulo Neto Leite, presidente executivo da Groundforce, indicou que, no dia 20 de outubro já tinha informado a equipa de que não seria possível “renovar o contrato de 285 colegas”.

O gestor expressou a estes funcionários a “gratidão pelo seu trabalho” e lamentou que não existisse “uma recuperação da atividade por forma a renovar os seus contratos”.

Ainda assim, escreveu Paulo Neto Leite, a Groundforce conseguiu renovar o contrato de 76 trabalhadores. “A renovação destes contratos tem que ser um motivo de orgulho neste momento para todos nós. Não obstante não termos conseguido renovar todos, no atual enquadramento, é algo que temos que ter a perfeita noção que é um ato de coragem dos acionistas, administração, direção e de todos os trabalhadores desta empresa”, destacou.

O presidente da Groundforce fez ainda um balanço do desempenho da empresa, destacando as perdas de faturação que o grupo sofreu até setembro, face ao que tinha previsto, devido ao impacto da covid-19.

“A recuperação da nossa atividade está a acontecer a valores muito abaixo do previsto mais recentemente”, lamentou.

“Para termos uma noção do impacto que estamos a ter, preparámo-nos e dimensionámo-nos para chegar ao final do mês de setembro com uma faturação acumulada de 120,5 milhões de euros, com um total de passageiros assistidos de 22 milhões e um total de 102,8 mil toneladas de carga manuseada”, mas, na realidade “os números são muito diferentes, respetivamente, 48,5 milhões de euros (menos 58%), 6,3 milhões de passageiros (menos 70%) e 63,1 mil toneladas de carga (menos 36%)”, descreveu o gestor.

Assim, “a empresa perdeu 72 milhões de euros de receita e tem um diferencial de cerca de 30 milhões de euros do que esperava ter de EBITDA [resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização]. A setembro deste ano temos um EBITDA acumulado negativo de 17,4 milhões de euros, quando deveríamos ter um EBITDA acumulado positivo de 12,6 milhões de euros”, contabilizou.

“Estamos a adaptar a nossa organização a tempos difíceis, privilegiando o diálogo e defendendo o maior número de postos de trabalho. Não sei quanto tempo durará esta crise, nem como se processará a retoma. Mas estou consciente que tudo estamos a fazer para preparar a empresa para os tempos que estamos a passar, e os tempos que ainda vêm por aí”, salientou Paulo Neto Leite, na mesma missiva.

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