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Guerra comercial EUA-China não esquece Inteligência Artificial

Uma das medidas a implementar poderá ser monitorizar a quantidade de poder computacional utilizado no desenvolvimento de um modelo de IA por parte de empresas oriundas de países como China, Rússia, Irão ou Coreia do Norte.
14 Maio 2024, 10h15

A guerra comercial entre os Estados Unidos da América (EUA) e a China voltou a agudizar-se. A ofensiva de Washington chegou com ataques à indústria dos carros, mas envolveu também outros sectores de relevância económica, como a tecnologia. Os EUA preparam uma ronda de sanções para tentar impedir o avanço da Inteligência Artificial (IA) ​​na China, bem como em países como a Rússia, o Irão e a Coreia do Norte.

O objetivo é restringir o acesso a software avançado utilizado no desenvolvimento de aplicações de IA, de acordo com a Reuters. A agência noticiosa escreve que uma das medidas a implementar poderá ser monitorizar a quantidade de poder computacional utilizado no desenvolvimento de um modelo de IA. Ou seja, a empresa teria de comunicar os resultados ao Departamento de Comércio dos EUA.

A preocupação dos EUA é que não haja concorrência a tecnológicas como Microsoft, Alphabet (Google) ou Anthropic e que Pequim recorra aos modelos de IA para extrair informação ou gerar conteúdo que possa gerar ciberataques e comprometer a segurança da maior economia do mundo.

Aliás, na segunda-feira, Joe Biden ordenou que a chinesa MineOne Partners Limited vendesse um terreno que tem perto de uma base da Força Aérea norte-americana, em Cheyenne, no Wyoming, onde a empresa ponderava fazer uma ‘mina’ de moedas digitais.

Ontem também veio a público que os EUA e a China se vão reunir esta terça-feira em Genebra, na Suíça, para discutir como mitigar os riscos associados à IA. No entanto, as autoridades norte-americanas dizem que as políticas de Washington não estarão na mesa das negociações. É apenas uma conversa no âmbito do plano de reduzir a falta de comunicação entre os dois rivais, acordado o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, e o ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi.

O mercado automóvel é outro dos alvos. Segundo o “Wall Street Journal”, a Casa Branca planeia aumentar as taxas alfandegárias. O imposto deverá subir de 25% para quase 100% e incluir uma taxa adicional de 2,5% sobre todos os carros elétricos importados da China.

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