Guia prático para ler etiquetas energéticas (e reduzir o consumo de energia)

Está a ver aquela etiqueta arco-íris colada na sua máquina de lavar? Se a souber ler corretamente, é uma forma (bastante) útil e simples de reduzir o consumo de energia, o orçamento mensal e de tornar a sua casa mais eficiente.

As etiquetas energéticas foram criadas em 1992 com o intuito de ajudar o consumidor no momento da compra, informando-o das características e do desempenho dos produtos. Se as souber ler correctamente, são uma forma (bastante) útil e simples de reduzir o consumo de energia, o orçamento mensal e de tornar a sua casa mais eficiente.

Que informações obtemos através da análise da etiqueta energética?

Vai depender do tipo de aparelho. Mas, através do SEPP – Sistema de Etiquetagem Energética de Produtos –, é possível saber, pelo menos, qual a marca e o modelo do equipamento, a sua classe energética, o consumo de energia anual, se têm rótulo ecológico e qual o ruído em decibéis do equipamento em funcionamento.

A informação sobre a marca e o modelo encontra-se, na maioria das vezes, na parte superior esquerda da etiqueta. Já a classificação da eficiência energética encontra-se na zona central e, a partir deste ano, volta às sete categorias originais – da classe A (a mais eficiente e que gasta menos energia) à G (a menos eficiente e que consome mais energia). Neste ponto, há ainda um código de cor que auxilia a leitura do consumidor – três tipos de verde (A, B e C), dois tipos de amarelo (D e E), um laranja (F) e um vermelho (G).

Como se mede a eficiência de um aparelho?

Para começar, é importante entender que a eficiência de um electrodoméstico é regulamentada pelo Índice de Eficiência Energética. E que os fabricantes só classificam o aparelho depois calcularem o seu coeficiente energético. Para isso, divide-se a capacidade em watts do aparelho pelo valor que este consome numa hora.

Segundo o Portal do Electrodoméstico, uma máquina de lavar roupa de classe B pode consumir mais 21% de energia que uma de classe A. O mesmo portal alerta o consumidor para comparar apenas equipamentos da mesma categoria – máquina da loiça com máquina da loiça ou televisão com televisão.

O que é o rótulo ecológico?

Desde 2009 que as etiquetas energéticas podem conter o rótulo ecológico da União Europeia. Foi nesse ano que o Parlamento Europeu aprovou esta rotulagem, exclusiva para equipamentos que tenham passado por uma rigorosa análise de desempenho ambiental e energético. Segundo a Agência Portuguesa do Ambiente, caso encontre este símbolo na etiqueta do produto que pretende comprar, então é porque o seu impacto ambiental é reduzido e é uma escolha segura e verde.

As etiquetas são todas iguais?

Não. Apesar deste tipo de rótulos adoptar uma linguagem universal – e ser igual para todos os países da UE – a quantidade de informação disponível difere consoante o tipo de equipamento etiquetado. No caso dos frigoríficos, por exemplo, o consumidor consegue saber, além dos dados básicos, o volume útil dos compartimentos do equipamento – tanto do congelador como do frigorífico em si. Nas etiquetas energéticas dos aspiradores, é possível analisar a remissão de poeiras (que é, basicamente, o valor que indica o grau de pureza do ar que é devolvido à divisão através do aparelho) ou o desempenho de limpeza em carpetes.

Caso procure os dados energéticos das suas janelas, encontrará, por exemplo, o valor de transmissão térmica – a capacidade que a janela tem de reter a energia (seja frio ou calor) – ou o nível de atenuação acústica, que é, basicamente, a capacidade de atenuar os sons que vem do exterior da habitação.

Ler mais
Recomendadas

PAN refere que “bancarrota ambiental está anunciada”

O deputado André Silva foi o primeiro a discursar na sessão solene dos 45 anos do 25 de Abril e aproveitou a ocasião para alertar para os problemas ecológicos e dizer que a “elite política está de costas voltadas para o futuro”.

Ecologistas bloqueiam entrada da bolsa de Londres

Ativistas do grupo ecologista Extinction Rebellion bloquearam esta quinta-feiraa entrada do edifício da bolsa de Londres, enquanto outros se manifestavam no alto de um comboio no décimo primeiro dia de protestos.

Veja aqui o debate com o secretário de Estado da Mobilidade no ICPT

Sob o tema “Mobilidade, quo vadis?”, José Gomes Mendes, secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, Ambiente e Transição Energética vai esta terça-feira ao almoço-debate do International Club of Portugal, no Hotel Double Tree by Hilton, em Lisboa.
Comentários