Guterres: “Procurar um protagonismo que limite a minha capacidade de exercer o meu mandato, por vaidade pessoal, seria um ato de profunda estupidez”

O secretário-geral das Nações Unidas defende a reforma política da organização, mas destaca a dificuldade das mudanças devido à resistência dos membros do conselho permanente: Estados Unidos da América, Rússia, França, Reino Unido e China.

O secretário-geral da Nações Unidas rejeita as críticas de que podia ser mais interventivo em relação a vários conflitos que assolam o mundo. Neste sentido, António Guterres defende a importância do seu trabalho diplomático junto dos países da ONU.

“A situação politica hoje é extremamente complexa, e procurar um protagonismo que limite a minha capacidade de conseguir exercer o meu mandato, por razões de vaidade pessoal, seria um ato de profunda estupidez”, disse António Guterres em entrevista à RTP. 

O antigo primeiro-ministro português defende a necessidade de reforma política na ONU, mas destaca que esta é difícil devido ao poder dos membros do conselho permanente da ONU, que tem o poder de vetar qualquer decisão da assembleia-geral.

“Não é fácil é convencer os estados-membros, sobretudo aqueles que tem hoje uma posição mais privilegiada, a aceitarem essas transformações”, sublinhou Guterres na entrevista à RTP, que o acompanhou durante a sua visita ao Quénia e a Moçambique.

O conselho permanente é integrado pelos Estados Unidos da América, Rússia, França, Reino Unido e China.

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