Hacker Rui Pinto encriptou dez discos que PJ não consegue abrir

São dezenas de milhares de gigabytes de informação a que as autoridades não conseguem aceder. A PJ diz que há “fortes indícios” da existência de novas provas.

Do material confiscado a Rui Pinto na Hungria em janeiro, as autoridades continuam sem conseguir aceder a dez discos rígidos, avança o jornal Público esta sexta-feira, 18 de outubro. Este material faz parte dos 12 discos externos e dois computadores que foram confiscados ao alegado pirata informático.

Rui Pinto encriptou estes discos impedindo assim o acesso a estes discos, que podem ser fundamentais para a investigação. Segundo o Público, são dezenas de milhares de gigabytes de informação que continuam por revelar e que podem conter mais informação sobre os alegados roubos de correspondência eletrónica e acessos ilegítimos aos sistemas informáticos de centenas de instituições públicas e privadas.

O alegado hacker  está acusado pelo Ministério Público de 175 crimes: 75 de acesso ilegítimo, 70 de violação de correspondência, um crime de tentativa de extorsão e um de sabotagem informática.

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Rui Pinto, de 32 anos, responde por um total de 90 crimes: 68 de acesso indevido, 14 de violação de correspondência, seis de acesso ilegítimo, visando entidades como o Sporting, a Doyen, a sociedade de advogados PLMJ, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR), e ainda por sabotagem informática à SAD do Sporting e por extorsão, na forma tentada.
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