Holanda, Áustria, Dinamarca e Suécia continuam a defender Fundo de Recuperação com empréstimos

Depois da apresentação da proposta franco-alemã, os quatro países marcaram posição e continuam a resistir à possibilidade de que a ajuda financeira no âmbito do plano de recuperação europeu chegue sob a forma de empréstimos.

A Holanda, Áustria, Dinamarca e Suécia continuam contra a ideia de que a ajuda do Fundo de Recuperação chegue aos países através de subvenções, continuando a defender que o financiamento seja feito sob a forma de empréstimos. A afirmação foi feita pelo chanceler austríaco Sebastian Kurz depois da apresentação da proposta franco-alemã esta segunda-feira.

“A nossa posição continua inalterada. Estamos prontos para ajudar os países mais afetados com empréstimos. Esperamos a atualização do Quadro Financeiro Plurianual para refletir as novas prioridades em vez de aumentar o limite máximo”, escreveu Sebastian Kurz, numa publicação no Twitter, depois de ter trocado impressões com os governantes da Dinamarca, Holanda e Suécia.

Esta segunda-feira, o eixo Berlim-Paris apresentou uma proposta sob a qual o plano de recuperação económica para a Europa ascenda aos 500 mil milhões de euros. A iniciativa franco-alemã propõe que o fundo apoie as despesas dos setores e regiões mais afetadas, com base nos programas orçamentais da União Europeia, com o objetivo de aumentar a “resiliência, a convergência e aumentará os investimentos”. Deixam claro que o financiamento do fundo de recuperação, que deverá ser direcionado aos desafios da crise da pandemia, deverá ser ligado a um plano de pagamento vinculativo além do atual Quadro Financeiro Plurianual no Orçamento da União Europeia.

Propõe ainda “permitir que a Comissão Europeia financeira tal apoio de recuperação ao financiar-se nos mercados em nome da União Europeia”, defendendo a necessidade rápida de um acordo sobre o QFP e o fundo de recuperação.

A presidente da Comissão Europeia considerou “a proposta construtiva”, dizendo que “reconhece o alcance e a dimensão do desafio económico que a Europa enfrenta e, com razão, enfatiza a necessidade de trabalhar numa solução com Orçamento europeu na sua base”.

Ursula von der Leyen frisou ainda que a proposta “vai na direção da proposta na qual a Comissão está a trabalhar, que também levará em conta os pontos de vista de todos os Estados-membros e do Parlamento Europeu”.

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