Hong Kong diz que sanções dos EUA são “selvagens” e que terão consequências

“Este tipo de sanções que visam funcionários e líderes de outros países são selvagens, desproporcionadas e irracionais”, disse o secretário do Comércio de Hong Kong, Edward Yau.

s sanções dos Estados Unidos contra onze líderes de Hong Kong são “selvagens” e “irracionais”, afirmou hoje um alto funcionário de Hong Kong, sublinhando que terão consequências para as empresas norte-americanas.

“Este tipo de sanções que visam funcionários e líderes de outros países são selvagens, desproporcionadas e irracionais”, disse o secretário do Comércio de Hong Kong, Edward Yau.

“Se os Estados Unidos tomarem unilateralmente este tipo de ação irracional, acabará por afetar as empresas norte-americanas”, acrescentou.

Washington anunciou no sábado sanções contra 11 dirigentes de Hong Kong, incluindo a chefe do executivo, Carrie Lam, acusados de restringir a autonomia do território e a “liberdade de expressão e reunião” dos seus habitantes.

“Os Estados Unidos apoiam o povo de Hong Kong e utilizaremos todas as ferramentas e a nossa autoridade para atingir os que atentem contra a sua autonomia”, declarou em comunicado o secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin.

O responsável pela polícia de Hong Kong, o secretário da Segurança e o da Justiça encontram-se entre os responsáveis visados.

O anúncio das sanções, que preveem a confiscação, nos Estados Unidos, dos bens das pessoas abrangidas pela medida, surge num contexto de agravamento das tensões entre os Estados Unidos e a China, que optou por reforçar o seu controlo sobre a ex-colónia britânica, que deveria garantir uma larga autonomia até 2047 no âmbito do princípio “Um país, dois sistemas”.

A lei sobre a segurança nacional, imposta no final de junho por Pequim a Hong Kong, “não apenas minou a autonomia de Hong Kong, mas igualmente violou os direitos dos habitantes de Hong Kong, permitindo aos serviços de segurança da China continental operar com toda a impunidade na região”, segundo o Tesouro norte-americano.

Hong Kong regressou à China em 1997 sob um acordo que garantia ao território 50 anos de autonomia e liberdades desconhecidas no resto do país, ao abrigo do princípio “Um país, dois sistemas”.

Tal como acontece com Macau desde 1999, para Hong Kong foi acordado um período de 50 anos com elevado grau de autonomia, a nível executivo, legislativo e judicial, com o governo central chinês a ser responsável pelas relações externas e defesa.

 

Ler mais
Recomendadas

Goldman Sachs deve cortar 1% dos postos de trabalho

Com a crise pandémica, a situação dos bancos deteriorou-se e a necessidade de revitalizar ou assegurar equilíbrio tem levado, muitas vezes, a despedimentos nestas instituições.

EUA: adiamento da votação do Congresso dá esperança à aprovação de novo pacote de estímulos

Depois de meses de impasse, a Câmara dos Representantes, de maioria democrata, decidiu não votar um pacote que estava condenado ao fracasso quando subisse ao Senado, de maioria republicana. O adiamento é visto como um sinal de avanços nas negociações entre Nancy Pelosi e Steve Mnuchin, ou seja, entre os democratas do Congresso e a Casa Branca.

3.800 euros: Genebra vai pagar o salário mínimo mais elevado do mundo

Os 500 mil eleitores da cidade suíça aprovaram o salário mínimo proposto pelos sindicatos locais e partidos de esquerda, depois de já terem sido rejeitados duas vezes em 2011 e 2014. Medida entra em vigor a partir de 17 de outubro.
Comentários